Preços das rendas de casa já prejudica a colocação de professores

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Ofélia Ramos, deputada do PSD pelo Algarve, denunciou a situação da falta de colocação de professores nas escolas da região, que impede o acesso ao ensino público a milhares de alunos, na semana passada.

Chegado o 2º período letivo, milhares de alunos continuam sem professores em inúmeras disciplinas, situação inadmissível que coloca os estudantes algarvios numa situação de desigualdade de oportunidades face aos demais.

A parlamentar assinala que «a situação é grave e de uma enorme injustiça, num sistema que parece incapaz de garantir o mínimo, o direito a aprender. A efetivação do direito à educação é uma tarefa do Estado, e mais uma vez, este governo falha, como tem falhado noutros domínios tão fundamentais como este», denunciou em nota enviada às redações.

A situação atual já era previsível, na medida em que no início do ano letivo, os dados oficiais, mostravam que 2175 horários ficaram por preencher.

Destes, a maioria são horários incompletos (1775 inferiores a 20 horas letivas), havendo também 147 casos de horários completos que não foram aceites ou que não tiveram candidatos a nível nacional, passando assim para os concursos realizados pelos agrupamentos.

A deputada afirma que «uma das causas desta situação, é, entre outras, o aumento das rendas das casas, tornando difícil o acesso à habitação pelos docentes e, em consequência, a sua fixação no Algarve».

Ou seja, de acordo com a parlamentar social democrata, «serão necessárias medidas que permitam oferecer as necessárias condições aos professores para que estes possam prestar serviço em todas as escolas públicas do país, sem excepções».

Esta situação, pode agravar-se num futuro próximo. Isto porque o número de alunos inscritos nas áreas de formação para docência, caiu para metade nos últimos cinco anos, e ainda, porque mais de metade dos professores do quadro podem aposentar-se até 2030, segundo concluiu um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE).