Cristóvão Norte exige remoção das dragas afundadas na Ria Formosa

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«Defender o ambiente é muito mais que um slogan» afirma o parlamentar do PSD.

Foi notícia, nos últimos dias, o naufrágio de uma draga na barra Faro – Olhão, a segunda no espaço 18 meses na Ria Formosa e que, segundo o que foi possível apurar, se encontrava a fazer trabalhos para a Polis Ria Formosa.

«Ora, verifica-se que ambas as dragas têm o mesmo proprietário e que, não obstante em janeiro de 2018, a Capitania de Olhão ter imposto um prazo de 48 a 96 para a remoção da mesma, tal ainda não teve lugar, encontrando-se partida em dois e albergando até 12000 litros de combustível, informação que carece de comprovação», diz o deputado Cristóvão Norte em nota enviada à imprensa ontem, terça-feira, 11 de junho.

Inclusivamente, «há relatos de residentes e pescadores que à época assinalaram o cheiro a gasóleo e registaram um aumento de mortandade e contaminação dos peixes».

O parlamentar quer «garantir que ambas as dragas são localizadas e removidas, de modo a atenuar os impactos ambientais que obviamente se registam em ocasiões desta natureza, cuidando do património público e assegurando o cumprimento das regras de segurança e a salvaguarda deste parque ambiental».

Nesse sentido, Cristóvão Norte em conjunto com o deputado José Carlos Barros, em nome do PSD, vão pedir esclarecimentos ao Ministério do Mar e ao do Ambiente.

Os deputados vão também solicitar à DocaPesca e à Sociedade Polis Litoral esclarecimento sobre se as regras de segurança são cumpridas nos concursos ou ajustes diretos que fazem de modo a que estas situações não se repitam.

Pretendem ainda solicitar à Capitania de Olhão registo das diligências feitas para remoção da draga da barra da Armona e qual a solução a dar ao problema, e que seja aberto um processo de inquérito para apuramento de responsabilidade, com as consequências previstas.

A draga «Caimão» está «numa zona muito fustigada pelas correntes e próximo de um batimétrica que baixa logo aos 50 metros à bica da barra. Se não houver intervenção nos próximos sete dias as probabilidades de resgate baixam drasticamente», avisa Cristóvão Norte.