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Os deputados do CDS-PP João Rebelo, Teresa Caeiro e Isabel Galriça Neto querem saber se é verdade o que vem relatado nas notícias de hoje, dia 8 de maio, veiculadas na comunicação social, sobre os alegados atrasos em exames oncológicos em unidades hospitalares do Algarve.

Os deputados questionam também quantos casos ocorreram no Hospital de Portimão e no Hospital de Faro e com que desfecho, qual o motivo para que, em casos que são de gravidade extrema e risco de vida, não se ultrapassem barreiras referidas como burocráticas e falhas de informação entre hospitais, se há casos idênticos noutros hospitais/IPO do país, onde, quantos e com que desfecho, e, finalmente, que medidas tomou o Ministério da Saúde para resolver esta situação no imediato.

Vários órgãos de comunicação social dão conta hoje, dia 8 de maio de 2019, de que há casos confirmados de doentes dos hospitais de Portimão e de Faro a quem estão a ser negados tratamentos do foro oncológico devido a processos burocráticos e falhas de comunicação entre os respetivos hospitais e o IPO de Lisboa, que envolvem o pagamento de análises decisivas para definir os tratamentos a fazer aos doentes em causa.

O CDS cita a imprensa e diz que «há registo de pelo menos cinco casos no Hospital de Portimão, e outros ainda por quantificar em Faro, ocorridos entre o início de dezembro de 2018 e março deste ano. 26 exames foram pedidos pelo Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) ao IPO – Instituto Português de Oncologia de Lisboa desde dezembro de 2018 até abril deste ano. O processo burocrático fez com que António [doente que faleceu a 27 de março] perdesse 50 dias entre a colheira e a revelação do resultado. Mas afinal qual é o preço que é preciso pagar para salvar uma vida? O exame tem um valor de cerca de 200 euros».

A ser verdade, o CDS-PP considera esta situação de extrema gravidade e requer esclarecimentos da Ministra da Saúde, Marta Temido.