• Print Icon

O CDS-PP do Algarve remeteu, na sexta-feira, 30 de agosto, uma carta à ministra da Saúde Marta Temido, onde acusa a tutela de «descontinuar» os hospitais públicos da região.

«Depois de quatro anos recusando e retirando ao Serviço Nacional de Saúde, e em particular ao Algarve, os mais básicos recursos indispensáveis ao seu funcionamento, ao serviço de uma política de incompetência e arrogância que tem vindo a provocar o colapso sucessivo de todas e cada uma das valências médicas na região (ortopedia, cardiologia, obstetrícia, neonatologia) ao ponto de estar a transformar os Hospitais de Faro e de Portimão em unidades em descontinuação, verificámos hoje, com profunda tristeza, que a senhora ministra não sente remorsos, nem constrangimentos pelo que está a fazer à saúde e à vida de meio milhão de algarvios», lê-se na missiva.

«É que hoje, na cidade do Porto, quando decidiu que era a sua vez de prestar serventia política ao PS, reforçando a atual estratégia de provocar e inferiorizar o BE e o PCP por forma a mantê-los acobardados durante mais quatro anos… de que se lembrou Marta Temido? Pasme-se… lembrou-se de ameaçar o PCP e o BE usando o argumento de que o governo poderia vir ao encontro das exigências do CDS e dos algarvios, e tentar resolver a degradante situação das maternidades do Algarve recorrendo-se do que fosse necessário e nomeadamente da contratualização com privados. Veja-se então que tipo de assuntos passaram a ser fraturantes para a geringonça PS/BE/PCP e como é possível a saúde e a vida dos Algarvios já valer tão pouco aos olhos do Partido Socialista. Exigimos que as mães algarvias tenham o direito de ver os seus filhos nascer e viver no Algarve», termina a carta.