Portimão e o PSD em que acredito

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Criou-se um mito em volta do silêncio necessário aos atos eleitorais internos dos partidos políticos. Potenciou-se essa necessidade «caciqueira» de fecharmos os partidos em sedes politicas, repletas de «Sim!» vocais e dos famosos «Muito bem!», sem meter os ditos «políticos» com o pé fora da área de conforto que os fracos tanto gostam.

A população, no geral, vê esta forma com que os partidos políticos tratam os seus assuntos como se de organizações secretas se falasse, quando ironicamente estamos perante tão «só» aquilo que a democracia criou para dar voz a todos. Irónico, não é?

No próximo sábado, anunciado há dois meses de forma pública (uau, que «inovação» estranha esta de se comunicar para o exterior atos eleitorais de um partido político), há eleições para os órgãos locais do Partido Social Democrata (PSD) de Portimão para o biénio 2020-2022, com eleições Autárquicas pelo meio em 2021.

Presidindo nestes dois anos últimos à atual Comissão Política local do PSD, espero reforçar a confiança da base militante portimonense e ser reeleito por mais dois anos à frente do partido político que mais e melhores condições reúne, por décadas de trabalho de muitos, para ser a alternativa que Portimão pede politicamente a nível do poder local autárquico.

Em dois segmentos distintos, devemos pensar: O PSD de Portimão e a Cidade de Portimão.

O PSD tem vindo a ter um papel fundamental de credibilidade na oposição política do nosso concelho.

Desde 2017 apresentou mais propostas que qualquer outro partido ou movimento de cidadania.

Fala sem medo de qualquer assunto, por mais incómodo que seja, sem temer os «donos da razão» que alinham sempre pelo Partido Socialista (PS) com manifestas palas de opinião.

Seja uma obra no mês de agosto, que os portimonenses desaprovam mas os «manda-chuvas» socialistas, que apregoando «épocas de chuvas» decidem que «bom-bom é fazer obra e cortar ruas para ter trânsito no mês mais concorrido da cidade», fazem sorrindo no silêncio enquanto bloqueiam toda a zona ribeirinha portimonense.

Dizem, nesse partido carregado de «donos da razão» que é algo «mal amanhado»… é assim que tratam os portimonenses pensando que atacam o PSD.

Mas, continuando sem medo mas com muita determinação e certeza, um PSD que vê a cidade com planeamento, seja através de uma estratégia de habitação (que há um ano que espera por implementação política, mesmo já tendo sido votada favoravelmente em reunião de Câmara), ou com propostas de política de habitação jovem com enquadramento de benefícios fiscais (aqui, claro, o PS votou contra «porque sim»).

Um PSD que não se esquece de ser a voz de todos na ligação marítima Portimão-Funchal, que trabalha e apresentou propostas desde o parque canino da cidade até aos os bebedouros em Alvor, como visitou e defendeu a necessária fiscalização às condições do Mercado da Mexilhoeira Grande.

Haveria várias formas de demonstrar factualmente, por posição política, a importância maior que o PSD teve e tem em Portimão no corrente mandato autárquico.

O PSD Portimão não existe para sobreviver através de uma vida de «votos contra» de tudo o que tenha sigla de outro partido político como, curiosamente, 99 por cento das intenções do PS local que «vota de cruz» contra tudo o que lhe aparece pela frente (todos os partidos políticos eleitos localmente devem ser muito incompetentes para, raramente, verem uma proposta ter aprovação política por parte do «dono da razão» PS local).

Vivemos um PSD com caminho próprio, sem existir apenas em reação a algo mas propondo muito do que a sua visão defende e, sobretudo, com justificação na opinião dos portimonenses e não de uma qualquer sede ou reunião à porta fechada como outros.

Foi o único Partido que apresentou alternativas nas Grandes Opções do Plano e nos Orçamentos Municipais. Vale pouco, mas devia valer algo na consciência dos nossos eleitores.
Um PSD que se estruturou, reorganizou, captou novos portimonenses e recuperou antigos militantes que hoje acreditam novamente no projeto de todos nós.

É um PSD dos de 1976 e dos de 2019. É um PSD que já não representa a convulsão social e política que durante poucas décadas, recentes, destruiu os sonhos de quem abriu estas portas a Portimão no sentido de ver o nosso projeto liderar os destinos da nossa terra.

Hoje, conscientemente, vivemos um PSD Portimão unido, forte e focado. Um PSD que tem liderança e caminho próprio.

Um PSD destemido, criativo e determinado sem amarras a nada nem ninguém. Livres de pensamento e comprometidos com a cidade. Estamos em posição de lutar pelo que sempre batalhámos politicamente: vencer eleições na nossa terra e liderar os destinos em Portimão, Alvor e na Mexilhoeira Grande.

O PSD que mudou a imagem e diferenciou a mensagem, sendo mais humano e menos político.

Mais real e menos «marketeiro», mas nunca populista – como é quem menos o devia ser pela responsabilidade de ser executivo municipal – ou demagogo.

O PSD de hoje é o que está nas ruas de Portimão, Alvor e da Mexilhoeira através dos Roteiros de Proximidade, é um PSD que olha nos olhos dos portimonenses e anota o que dizem.

É um partido humilde que contrasta com a arrogância socialista, é um partido de gentes que sabem sorrir e querem alastrar medidas sociais e de felicidade a uma terra que merece ser feliz. Um partido que apresenta o que Portimão fala e defende o que a cidade quer.

É um PSD atualizado ao ano em que está, que mudou e cresceu sem estagnar ou resignar. Um PSD que ambiciona legitimamente ser quem lidera Portimão.

Liderar uma cidade e um concelho que politicamente vive «da espuma dos dias», sem uma visão para curto, médio ou longo prazo.

Que vive da recuperação do desastre económico e financeiro, de culpa própria, que tem felizmente recuperado sem conseguir complementar o caminho dando asas ao equilíbrio necessário com o bem-estar dos seus munícipes.

O PS descorou na parte urbana e ambiental, desconhecemos qualquer estratégia de cultura familiar que misture espaços verdes, simplesmente não existe. Existe, isso sim, betão.

É uma evidencia provada em gruas, cimento, lajes e vigas espalhadas pela cidade sem dar resposta ao binómio errático e por resolver entre primeira e segunda habitação. Não há resposta num PS conformado e resignado.

Liderar uma cidade que culturalmente é um vazio, que sobrevive de fogachos mediáticos de comunicação e não enraíza o que centenas de anos de mar e indústria conserveira (será que o Museu do Pescador ou do Mar que o PSD propôs e o PS chumbou era assim tão descabido? Ou foi partidarite?) nos dão orgulho ainda hoje, não consegue perceber que a pré-história nos deu comunidades que nos deixaram os monumentos megalíticos de Alcalar que hoje são por reconhecimento Monumento Nacional e que o município muito pouco «puxa» por isso, um concelho que tem um Aeródromo Municipal distante da realidade laboral dos portimonenses, um Autódromo que ainda não toca no coração das nossas gentes por desleixo (e que felizmente, em breve, está à vista de milhões graças à Fórmula 1) e ainda um Porto de Cruzeiros que é só uma porta de entrada que, para não variar muito, o PS desconhece qualquer estratégia.

A cidade em que acredito precisa do PSD.

Precisa de uma estratégia de mobilidade interligada e suave que responda ao 2020 que vivemos, uma cultura e história que demonstrem o porquê da dimensão de cidade que temos, uma política de habitação que pense na problemática das casas de segunda habitação e resolva a deficiente fixação de jovens casais neste concelho e, também, que devolva o orgulho visual e qualidade de vida aos moradores, comerciantes e a quem nos visita ao longo do ano através de uma política urbana e do território diferenciada e distinta.

Mas que também estudo, aplique e resolva a falta de integração entre o betão e as famílias, as crianças e mesmo os animais a que acrescento as formas de mobilidade suave como as bicicletas.

Ser-se candidato à liderança de um PSD de Portimão não é algo fechado que deve ser remetido ao silêncio. É um compromisso que exige recuperar o debate aberto, público, a construção de ideias e a certeza de que aqui reside uma alternativa para que Portimão seja aquilo em que acredito eu, tu, nós e eles.

É com isso que o PSD e Portimão tem contado da minha parte. E é sem perder a bússola que continuarei nessa estrada junto de cada vez mais portimonenses.

É por isso que neste sábado, dia 5 de setembro, acredito que sobretudo vencerá quem acredita na construção de uma verdadeira alternativa aos destinos de Portimão. Vencerá o PSD e, com isso, vencerão todos os portimonenses.