O problema do exemplo!

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O sorriso e o sentido de humor refletem a postura de quem quer ser útil à sociedade civil. O feitio e a maneira de ser estão sempre presentes na postura diária caso contrário transformam-se no chamado «aborto de decisão». É na simplicidade da escolha que existe algum mérito. O stress, por isso, continua a estar na ordem do dia. O cidadão e as Instituições de Solidariedade continuam a ser os «artesãos de solidariedade».

Se é verdade que o exemplo vem de cima vivemos um momento único na moderna democracia.

A minha adolescência e a maioridade foram vividas num clima excelente, salutar, longe do que, infelizmente, é o lifestyle que se conhece hoje.

Cumpri o serviço militar em tempo de conflitos armados. Acima de tudo a preparação militar íntegra estava, diariamente, com tolerância exímia nas aulas teóricas e práticas.

Exerci cargos no comando militar do gabinete do chefe do Estado-maior general numa das mais prósperas ex-colónias portuguesas depois de uma exigente preparação de anos na escola militar aonde formei sargentos e oficiais milicianos que sustentaram o período do serviço militar obrigatório na época. Heróis da Pátria esquecidos!

Recebem, talvez por isso, 100 euros por ano…

Hoje é impensável viver liberto do poder nomeadamente de cargos políticos quando se esquecem que estes não pertencem a ninguém senão ao povo.

Harry Truman foi um exemplo de líder de um poder que em nada usufruiu do estado. Viveu humildemente e recusou qualquer condecoração.

Provavelmente tomou tantas ou mais decisões em relação à história dos EUA como as que tomaram juntos quarenta e dois presidentes que o precederam.

Num mundo moderno, o Algarve é uma região capaz de atrair um multidisciplinar de investidores. Encaremos de frente a realidade.

O desequilíbrio estrutural de certas culturas e tradições regionais; a incapacidade de atrair mais turismo fora do período sazonal; falta de infraestruturas na saúde tradicional (refém das cativações); o futuro Hospital Central anunciado em 2004 continua a dificultar o desenvolvimento do ensino médico na região (assisti a três lançamentos do mesmo).

A concretizar-se deve contemplar verdadeiras valências universitárias para a atração e fixação de médicos, aumento da investigação e melhoria dos cuidados de saúde bem como para o melhoramento e desenvolvimento do curso de medicina e, porque não, para a competitividade regional; transportes rodoviários e ferroviários melhorados; ligação ferroviária ao aeroporto de Faro; melhores acessibilidades e operacionalidade do Porto de Cruzeiros de Portimão; uma carga fiscal/fadiga excessiva a mais alta da democracia; incapacidade dos tribunais; produtividade comprometedora; o acesso a financiamento comunitário para contemplar municípios mais carenciados e os de baixa densidade.

Tudo e algo mais terão que ser, urgentemente, revistos! Regionalização…

A crise política que não chegou a sê-lo parece ter acabado!

Éh wuèna, buia aléne, ambanine, kanimambo!

Mário de Freitas | Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alvor