Consórcio «Malo Clinic» cresce no Algarve e no mundo

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É uma típica manhã de verão em Alvor, solarenga e quente. Paulo Malo, 53 anos, cirurgião oral, empresário e mentor de um dos maiores grupos de saúde privados do mundo – a Malo Clinic -, vem até cá sempre que pode. Para trabalhar e para “recarregar baterias”. Desta vez, trouxe consigo um grupo de dentistas nipónicos, em formação, oriundos da clínica do grupo em Sapporo, a quinta maior cidade do Japão.

Conversamos na parte privada da sua clínica, que, pela terceira vez desde a abertura em 2010, está a passar por obras de expansão. Em Alvor “não parámos de crescer. Estamos muito fortes na parte dentária e de oftalmologia. Trabalhamos já numa fase bastante avançada com seis médicos dentistas a tempo inteiro, mais uma equipa de higienistas e um laboratório. Agora, queremos desenvolver aqui um centro internacional de fertilização assistida. É uma componente que em Lisboa já tem muito prestígio e está a funcionar muito bem. Não só com pacientes portugueses, mas também com pacientes estrangeiros”, revela.

De acordo com o médico, “os casais que têm dificuldade em ter filhos gostam de fazer esse tipo de tratamento fora do seu país de origem, para terem mais privacidade, num ambiente mais relaxado, sem as pressões do quotidiano. Isso é possível aqui no Algarve”, explica, acrescentando que esta preferência é comum aos pacientes de cirurgias plásticas e de trabalhos mais complexos de reabilitação dentária. Outra novidade em Alvor é que, na parte da medicina, o grupo está a desenvolver um check-up geral de saúde avançado, com acesso à informação genética da pessoa”. Um procedimento que permite não só diagnosticar a condição atual do indivíduo, mas também prever quais os problemas com maior probabilidade de virem a ocorrer no futuro.

Este check-up estará a funcionar em menos de um ano, mas há mais novidades: “Estamos a fazer uma grande clínica de raiz em Faro”, que deverá inaugurar até ao final de 2015, num investimento previsto de cerca de 300 mil euros. As futuras instalações vão ficar alojadas no edifício Hazenberg, na principal avenida da cidade. O projeto prevê a construção de 11 gabinetes de consulta, para todas as especialidades de medicina dentária. Estão também a ser avaliadas parcerias com médicos de referência de outras especialidades. A Opticália é um parceiro já confirmado. Para além disto, o grupo Malo Clinic conta agora com clínicas associadas em Loulé e Vila Real de Santo António.

Internacionalmente, o consórcio Malo Group cresce ao ritmo de 1,5 clínicas por mês. O sucesso explica-se pelo desenvolvimento de técnicas inovadoras na implantologia e na reabilitação oral. “Chegámos a líderes mundiais na medicina dentária pelo know-how. Não foi pelo marketing. Repare, desenvolvemos cerca de 14 produtos e técnicas novas nos últimos dez anos, que mudaram completamente a maneira como os dentistas tratam as pessoas. Estamos sempre a experimentar técnicas novas e a evoluir. O nosso valor no mundo, a nossa distinção, é que quase todos os anos temos trazido novidades para o mercado internacional. E assim, tratamos mais gente, melhor, com mais sucesso, com mais qualidade e mais rapidamente. Os nossos colegas em qualquer parte do mundo reconhecem-nos por isto”, garante.

Atualmente, o médico vive entre Lisboa e Xangai, na China, país onde emprega cerca de 40 médicos portugueses. Está focado sobretudo nos casos mais complexos de reabilitação oral. Em Tianjin, está neste momento a investir num grande projeto “com uma componente de oncologia muito forte, nomeadamente o diagnóstico e tratamento não-cirúrgico, com novos métodos. É um projeto de 50 milhões de euros com um parceiro chinês. Deverá abrir daqui por seis a sete meses”, revela.

Malo orgulha-se ainda da recente inauguração da clínica em Mönchengladbach, Alemanha. “É um país que tem um regime legal difícil, muito protecionista, mas conseguimos. Estamos neste momento a negociar espaços em Hamburgo e Frankfurt. Na Polónia, temos uma clínica dentária em Varsóvia que já é a maior do país. Todos os meses, durante uma semana, vai uma equipa portuguesa, composta por cirurgiões, especialistas em estética e técnicos de laboratório, fazer os casos mais complexos.”

No entanto, o cirurgião frisa que nem tudo o que faz são negócios. Antes de vir para Portugal, onde regressa a cada 15 dias, reconstruiu, a título pro bono, a face de uma jovem chinesa que ficou sem maxilar e sem mandíbula aos 18 anos. E frisa que, em Portugal, a sua equipa trata gratuitamente dois casos de pessoas carenciadas por mês. “São casos que nos fazem pensar realmente nos valores da vida. O mais importante é a saúde e a felicidade da pessoa. E a felicidade não é diretamente proporcional à riqueza”, diz.

“Tenho aprendido uma coisa que é típica de quem analisa os dias um a um. À medida que vamos crescendo e que vamos tratando casos muito complexos, ficamos cada vez mais humildes. Apercebemo-nos que, na verdade, sabemos muito pouco. Isto é algo que a maioria das pessoas não percebe. Embora nos custe a admitir, há casos que não conseguimos resolver. Estamos longe de conseguir resolver os problemas dos seres humanos”, confidencia.

Última pergunta: é possível marcar uma consulta consigo no Algarve? “Sim. O problema é que não estou disponível todos os dias. Quem quiser marcar uma consulta para mim, na nossa clínica de Sidney, só daqui a dois meses é que lá vou. Mas cada vez mais as pessoas percebem que somos uma equipa, sem a qual não consigo fazer 90 por cento das coisas que faço”, conclui.

http://www.maloclinics.com/