Inovação no culto fúnebre é um serviço aos vivos

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barlavento: A tanatopraxia, as cinzas atiradas ao mar, os funerais com música, o vestuário ecológico que substitui a tradicional mortalha, são inovações hoje disponibilizadas pela vossa empresa. Como é que os portugueses vêm esta oferta e como têm respondido?
Paulo Moniz Carreira:
Na nossa perspetiva, a sociedade portuguesa não é mais, nem menos conservadora que a maioria das restantes. Até há alguns anos, os rituais eram sempre os mesmos, a oferta de serviço estava estagnada, as pessoas não tinham opções. Simplesmente não havia nada. O que fizemos foi entender o mercado fúnebre e empreender em dar resposta a eventuais necessidades não satisfeitas. Começámos devagar, introduzimos serviços extra. Retirámos o foco principal do ato fúnebre em si e focámo-nos na atenção à família, aos enlutados. E esta opção correu-nos bem. Aliás continua a ser um dos nossos maiores porta-estandartes: o humanismo e a dignificação de um serviço aos vivos. Consideramos que o ritual fúnebre em Portugal tem sofrido alterações consideráveis. Acreditamos inclusive que a Servilusa desempenhou e desempenha um papel preponderante na modernização de um setor vincadamente conservador e rígido nas suas normas e costumes ao ter introduzido produtos, serviços e comportamentos que não existiam.

Falemos, por exemplo, do «plano funeral em vida», que apesar de já existir noutros países, ainda é algo novo em Portugal. Como tem sido aceite?
Foi lançado em 2012, após termos detetado uma necessidade para a qual não havia uma resposta efetiva. Não se trata portanto de um produto recente, no que toca à temporalidade. Contudo, tendo em conta a temática sensível, tem sido um produto que a Servilusa tem trabalhado e desenvolvido de forma sustentada e equilibrada com o objetivo de ter em torno desta «novidade» o nível de aceitação desejado. Assim, o «plano funeral em vida» tem sido introduzido no mercado gradualmente e podemos afirmar que tem sido bem aceite.

Qual é a importância da cremação na vossa atividade? Não chegou demasiado tarde a Portugal?
Não achamos que a cremação tenha chegado demasiado tarde a Portugal. Na verdade, o primeiro forno crematório chega a Portugal em 1925 (Alto de São João), tendo ficado parado em 1936 e sido reativado em 1985. Esta opção já existe há 30 anos. O que acontece é que nunca foi verdadeiramente explorada e apresentada às famílias. Não podemos esquecermo-nos do facto de a Igreja Católica só há relativamente pouco tempo ter «atualizado» a sua posição, e ter passado a aceitar a cremação como forma de enterro cristã. Apesar de existirem crematórios em Portugal há muitos anos, as listas de espera, os casos de avarias prolongadas e a pouca informação disponibilizada, entre outros fatores, fizeram com que não houvesse uma evolução crescente. Temos desenvolvido um sem número de esforços para apresentar a cremação como opção viável às famílias. Hoje gerimos seis crematórios em Portugal continental.

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Neste âmbito está previsto algum investimento para o Algarve?
A Servilusa está presente num concurso lançado pela Câmara Municipal de Faro com vista à construção de um crematório na zona. Por estarmos ainda num processo inicial, não dispomos de mais informação.

O chamado funeral social é importante, ou privilegiam serviços mais personalizados e de luxo?
Realizamos todo o tipo de serviços, desde os funerais sociais até aos mais exclusivos e personalizados. Temos capacidade de resposta em todas áreas e não privilegiamos uma em detrimento de outra. Os nossos clientes vêm essencialmente por um efeito de fidelização e recomendação, sendo também fundamental a presença local que temos através da nossa rede de lojas.

Uma das bandeiras da Servilusa é a formação na área do luto. Como é que se lida, de forma profissional, com talvez um dos mais difíceis sentimentos da vida?
Temos muita tradição no mercado português, mas houve, de facto, um momento em que a empresa sentiu necessidade de refletir sobre todo o processo fúnebre. De ultrapassar algumas situações menos abonatórias daquilo que interpretávamos como sendo uma profissão que deve ser pautada por um profissionalismo máximo e um rigor irrepreensível. Quisemo-nos afastar de alguns comportamentos e fomos criando método e protocolo, num ato que até à data nos parecia descurado. A questão do luto foi uma evolução natural. Depois do apoio que começámos a prestar aos familiares, sentimos que havia abertura e a ver que não somos só nós, profissionais do setor funerário, que lidamos com a morte. Os bombeiros, o INEM, a medicina legal, as forças de segurança, todos lidamos com esta questão numa base diária, assim como outros profissionais e voluntários. Daí contribuirmos, através da Associação Portuguesa dos Profissionais do Setor Funerário (APPSF), para o desenvolvimento de uma ação formativa que os ajudasse a lidar com a morte. Até à data já formámos mais de 13 mil pessoas das diferentes áreas referidas.

Um artigo recente do DN nomeia a Servilusa como líder, com 5500 funerais realizados por ano. Quer comentar?
A dimensão da Servilusa não se extingue nos números, nem na sua dimensão física, nem se esgota na atividade funerária. Temos investido no apoio prestado na área da responsabilidade social e no desenvolvimento de atividades culturais e educativas. Através da Associação Portuguesa dos Profissionais do Sector Funerário (APPSF), tem sido proporcionada à população a possibilidade de assistirem gratuitamente a ações de formação sobre o apoio ao luto, a gestão de stress, gestão de conflitos, entre outras, que permite ainda o aperfeiçoamento de competências dos profissionais que têm como responsabilidades o apoio e ajuda à população. No Algarve já foram realizadas desde 2012 cerca de 180 ações. Além disso, a Servilusa tem também investido na construção e gestão de Centros Funerários. Trata-se de instalações pensadas de raiz para proporcionarem às famílias o maior conforto e tranquilidade num momento de homenagem e despedida. Os investimentos mais recentes tiveram lugar em Cascais em 2016, e Lapa (Porto) em 2014.

Missas de Homenagem do Dia de Todos os Santos no Algarve

A Servilusa vai iniciar as Missas Anuais de homenagem do Dia de Todos os Santos no próximo dia 01 de Novembro às 10h30, com uma Missa Anual na Igreja de Santo António do Alto em Faro.

Depois desta primeira iniciativa em Faro (que recebe ainda missas na Igreja Matriz de Estoi e na Igreja de São Pedro), também Loulé, Quarteira, Silves e Albufeira vão acolher estas missas, que vão decorrer ao longo do mês um pouco por todo o país, têm por objetivo homenagear a memória dos que faleceram e reforçar o apoio que a Servilusa presta aos familiares de todos os que escolhem a Servilusa num momento único.

Esta iniciativa da Servilusa tem sido muito bem recebida por todos os convidados e intervenientes, que vêm nestas eucaristias uma oportunidade de recordar os seus entes queridos. De acordo com fonte da empresa, estas missas têm tido uma grande adesão e sucesso reunindo, todos os anos, uma média de 11 mil pessoas, de todo o país.

A Servilusa tem uma longa tradição de mais de 10 anos, de organizar anualmente cerimónias eucarísticas que visam homenagear, neste período especial do ano, todos os falecidos cujo funeral foi organizado pela empresa, e também reconhecer e agradecer às famílias que lhes confiaram esta responsabilidade.

Além das Missas que vão realizar-se no Algarve estas iniciativas vão decorrer um pouco por todo o país, nomeadamente: Área Metropolitana de Lisboa, Porto, zona Centro e Alentejo.

 

Localidades abrangidas Data Hora Local
Faro (Missa Internacional) 01 Novembro 10h30 Igreja de Santo António do Alto
Loulé 05 Novembro 10h00 Igreja Nossa Sra. Da Piedade
Quarteira 05 Novembro 18h00 Igreja Nossa Sra. Da Conceição
Silves 05 Novembro 19h00 Igreja da Sé
Faro 06 Novembro 11h00 Igreja de São Pedro
Portimão 06 Novembro 18h00 Igreja Matriz de Portimão
Faro 13 Novembro 12h00 Igreja Matriz Estoi
Albufeira 13 Novembro 11h00 Igreja Matriz de Albufeira