Lagos tem mais bolsas de estudo para alunos do ensino superior

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Foi aprovada por unanimidade, na última reunião da Câmara Municipal de Lagos, a proposta para aumento do número de bolsas de estudo a atribuir aos alunos lacobrigenses que frequentam o ensino superior.

No presente ano letivo foram recebidas 87 candidaturas, registando-se um crescimento da procura deste tipo de apoio por parte dos estudantes e respetivas famílias.

Recorde-se que em 2018/2019 haviam sido recebidas 74 candidaturas, admitidas 70 e atribuídas 61 bolsas, com um valor máximo de 240 euros mensais (55 por cento do valor do IAS – Indexante de Apoios Sociais), representando um encargo financeiro global de 96318,00 euros para o município.

Dos 87 candidatos deste ano, 72 irão receber bolsa de estudo, a maior parte (55 alunos) pelo critério da situação socioeconómica (alunos com rendimento per capita igual ou inferior ao valor do Indexante de Apoios Sociais), que não tem numerus clausus, e um número mais reduzido (17 alunos) pelo critério misto (alunos que apresentam um rendimento per capita entre 1 e 1,5 do valor do Indexante de Apoios Sociais e mérito escolar).

Foi precisamente para reforçar este segundo lote que o município aprovou, nesta sua última reunião, realizada a 5 de fevereiro último, aumentar de 10 (número mínimo previsto em regulamento) para 17 o número de bolsas a atribuir pelo critério misto, cobrindo assim, com o seu apoio financeiro, a totalidade dos alunos candidatos e elegíveis.

A bolsa é paga durante os dez meses do ano letivo, com o objetivo de garantir que nenhum jovem lacobrigense fique privado de frequentar o ensino superior por questões económicas. Uma aposta «que o município faz na promoção e desenvolvimento educacional da população, pilar essencial de coesão social».

A prestação de apoio aos jovens lacobrigenses é já «uma prática habitual do município, visando o prosseguimento dos seus estudos a nível do ensino superior.

No entanto, é recente a ausência de limites relativamente aos alunos que apresentam uma situação socioeconómica mais frágil. Esta possibilidade, consagrada pelo Regulamento Municipal que entrou em vigor em setembro de 2017, tem vindo a dar frutos, traduzindo-se no aumento de candidatos e de bolseiros.