Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve abre novo curso em março

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Formação em Gestão e Produção de Cozinha garante qualificação profissional de nível cinco. As candidaturas encontram-se abertas até 27 de fevereiro.

O curso com maior número de candidatos e com uma das maiores taxas de empregabilidade na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHTA) vai abrir uma nova turma, com 25 alunos, que já tenham o 12º ano, no próximo mês de março.

É uma formação em contra-ciclo, que já se tinha realizado há alguns anos, e que vai dar uma oportunidade aos interessados que não conseguiram inscrever-se na turma regular de outubro.

«Há sempre muita procura nesta área. Gestão e Produção de Cozinha é um dos cursos para o qual temos mais candidatos. Este ano voltámos a adotar a prática de arrancar o calendário formativo em março, algo que já tinha sido feito há anos e que mais tarde acabámos por interromper. Estamos a falar de um curso de ano e meio, sem limite de idades, que culmina num estágio em formação prática em contexto de trabalho nas empresas. É uma das nossas ofertas com maior taxa de empregabilidade. Todas andam por volta dos 90 por cento, esta não é exceção e realmente quem a detém tem muita facilidade em encontrar emprego logo à saída do curso», garante ao barlavento, Paula Vicente, diretora da EHTA.

Trata-se ainda de uma formação que dá respostas a vários perfis de candidatos, tanto aos que nada sabem sobre cozinha, como aqueles que querem aperfeiçoar os seus dotes. «Quem já tem algumas bases pode vir aprofundar conhecimentos porque o curso tem módulos muito mais intensos e com matérias muito mais específicas. Está dividido em três semestres, sendo que o primeiro é exatamente a fase de nivelamento porque as turmas não são heterógeneas e há alunos que já tiveram contacto com a profissão. Há quem já venha com licenciaturas e há quem entre sem nunca ter equacionado antes essa hipótese», explica Paula Vicente.

Ainda segundo a diretora, os módulos de preparações básicas de cozinha «vão evoluindo. O segundo semestre está vocacionado para a cozinha regional e o terceiro para a internacional. Nos últimos meses há muito a vertente de imaginação, criatividade e empreendedorismo para os alunos desenvolverem produtos diferentes e realizarem várias experiências. No final, ingressam no estágio de 500 horas, onde há sempre a hipótese de os finalistas irem para o estrangeiro», se assim o desejarem.

As inscrições já abriram e, até ao momento, conta cerca de 15 interessados. «Temos candidatos não só portugueses, como estrangeiros. Muitos são de origem brasileira. São pessoas que vêm à procura de soluções de formação e de educação no nosso país», refere.

E o que é que é necessário para realizar a inscrição? «Basta ir ao site das Escolas de Turismo de Portugal e onde existe um separador próprio para a candidatura. Depois desse processo, haverá um contacto automático onde são apresentadas todas as datas para as provas de admissão e para a entrevista. As provas são escritas na área do português, inglês e raciocínio lógico. A entrevista é individual e serve para perceber se o candidato tem mesmo vontade e paixão pela área».

Quanto a valores, Paula Vicente revela que a propina são 120 euros por mês, mas há exceções.

«Temos um plano de regulamento de apoios sociais. Qualquer aluno, depois de entrar, pode fazer o seu pedido de análise de apoio social, de modo a saber que tipo de ajuda pode ter. Há alunos que beneficiam a 100 por cento e estão isentos de propinas. Há outros que pagam 50 por cento. Tudo depende do escalão que têm de segurança social». Os interessados têm até dia 27 de fevereiro para preencherem o formulário de inscrição que se encontra disponível aqui.

Próximo ano letivo com foco na internacionalização

Apesar de ainda faltarem alguns meses para o próximo ano letivo 2020/2021, já há propostas em cima da mesa. Em abril, no dia 16, a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHTA), abre as portas para o Open Day. Segundo a diretora Paula Vicente, «será um dia dedicado a todos os que nos quiserem conhecer e será uma oportunidade de divulgar a oferta formativa e de trabalhar com os alunos das escolas que estejam a acabar o secundário ou o terceiro ciclo».

Quando à oferta formativa, não existirão novidades, sendo que se mantêm os cursos do nível quatro e do nível cinco. Depois há «muitos projetos de internacionalização e de intercâmbio, onde podemos ter alunos nossos em realidades no estrangeiro. Temos formadores a fazer formação lá fora e estamos a receber outros para que nos possam dar alguns contributos. No fundo, queremos ter o nosso corpo docente e os alunos alinhados com aquilo que é a evolução das profissões e com as tendências do mercado. Isso é algo que marca a estratégia para o próximo ano», garante a diretora ao barlavento.

Já em relação à formação contínua, «há um catálogo novo para a capacitação das empresas, que tem estado a ser muito bem dinamizado em termos de programas gratuitos focados em temas específicos. Também vamos às empresas fazer formação no local sempre que necessário. Arrancámos ainda com o curso de aperfeiçoamento em cozinha para quem já está no mercado de trabalho. Estamos empenhados em tentar dinamizar coisas sobretudo para as empresas», revela Paula Vicente.

Paula Vicente, diretora interina da Escola de Turismo do Algarve, polo de Faro.

Alojamento e Turismo com grande crescimento na procura

De todos os cursos que a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHTA) dispõe, há dois que no último ano têm tido uma procura muito superior aos anos transatos. Tratam-se das formações de ano e meio em Gestão Hoteleira e Alojamento e Gestão em Turismo. Um fenómeno que deixou a direção da Escola «impressionada e bastante satisfeita», como conta ao barlavento Paula Vicente, diretora da instituição.

«No ano passado tivemos imensa procura nestas áreas, uma procura idêntica aos cursos de cozinha. Foi uma grande e boa surpresa porque é sinal que as pessoas reconhecem o turismo como um motor da nossa economia e que realmente emprega muita gente da nossa região. Nunca desistimos de fazer estes cursos de alojamento e turismo porque achamos que é essa a nossa missão e que temos de ter essa oferta. A procura que tivemos foi impressionante. Estamos a falar de um aumento tão grande que ficaram pessoas de fora das turmas que têm 25 vagas. Antes isso não acontecia, logo é sinal que alguma coisa mudou».

Uma formação que, de acordo com a diretora, é «essencial para um serviço de qualidade. Não basta ir para trás de uma receção, não basta um atendimento de um posto de turismo sem formação e sem conhecimento da região. Quando as pessoas nos dizem que precisam mesmo de um curso porque é uma mais-valia no mercado de trabalho, para nós é um grande fator de satisfação».

E qual a razão desta enorme procura, visto os cursos já existirem há vários anos? «O facto de serem de meio ano e de serem práticos, com o culminar num estágio de 500 horas, atrai muito quem vem», garante.