O sector do alojamento turístico registou 2,3 milhões de hóspedes e 5,7 milhões de dormidas em março, uma subida homóloga de 12,2 por cento e 12,8 por cento, respetivamente, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O sector do alojamento turístico1 registou 2,3 milhões de hóspedes e 5,7 milhões de dormidas em março de 2024, correspondendo a variações2 de +12,2 por cento e +12,8 por cento, respetivamente (+7,1 por cento e +6,4 por cento em fevereiro de 2024, pela mesma ordem), anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
As dormidas de residentes cresceram 10,3 por cento, correspondendo a 1,6 milhões, enquanto as de não residentes aumentaram 13,8 por cento, totalizando 4,1 milhões.
Nos mercados externos, o britânico foi o principal mercado emissor em março (quota de 16,4 por cento), tendo registado um crescimento de 9,3 por cento, seguido da Alemanha (peso de 13,7 por cento), que cresceu 12,1 por cento, e da Espanha (quota de 11,5 por cento), que registou o maior crescimento entre os principais mercados neste mês (+47,5 por cento).
Todas as regiões registaram acréscimo de dormidas, com maior expressão no Oeste e Vale do Tejo (+29,4 por cento), Centro (+23,1 por cento) e Alentejo (+21,0 por cento).
Os crescimentos mais modestos verificaram-se na RA Madeira (+4,1 por cento) e na Grande Lisboa (+8,9 por cento).
A ocupação nos estabelecimentos de alojamento turístico aumentou em março, para 42,2 por cento e 51,7 por cento, nastaxas líquidas de ocupação cama e ocupação quarto, respetivamente (+2,9 p.p. e +1,5, p.p. respetivamente).
No primeiro trimestre de 2024, as dormidas aumentaram 7,1 por cento, +3,9 por cento nos residentes e +8,7 por cento nos não residentes.
Estes resultados foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Páscoa, que este ano se repartiu entre março e abril, enquanto no ano anterior se concentrou apenas em abril.
Páscoa influencia crescimento das dormidas em março
Em março de 2024, o sector do alojamento turístico registou 2,3 milhões de hóspedes e 5,7 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 12,2 por cento nos hóspedes (+7,1 por cento em fevereiro) e 12,8 por cento nas dormidas (+6,4 por cento em fevereiro).
É de salientar que os resultados foram influenciados pelo efeito de calendário do período de férias associado à Páscoa, que este ano se repartiu entre março e abril, enquanto no ano anterior se concentrou apenas em abril.
As dormidas de residentes totalizaram 1,6 milhões (+10,3 por cento, após +2,9 por cento em fevereiro).
Os mercados externos registaram um crescimento de 13,8 por cento (após +8,2 por cento em fevereiro), alcançando 4,1 milhões de dormidas.
No primeiro trimestre de 2024, os hóspedes aumentaram 7,7 por cento e as dormidas cresceram 7,1 por cento (+3,9 por cento nos residentes e +8,7 por cento nos não residentes).
Dormidas de hóspedes espanhóis com crescimento expressivo de 47,5 por cento em março
Os 10 principais mercados emissores em março representaram 75,6 por cento do total de dormidas de não residentes neste mês, entre os quais se destaca o de maior peso, o mercado britânico (16,4 por cento do total das dormidas de não residentes em março) com um aumento de 9,3 por cento.
As dormidas de hóspedes alemães (13,7 por cento do total), o segundo principal mercado, cresceram 12,1 por cento em março.
Seguiu-se o mercado espanhol (quota de 11,5 por cento), que registou um expressivo aumento de 47,5 por cento.
No grupo dos 10 principais mercados emissores, destacaram-se ainda os mercados irlandês, canadiano e norte americano (quotas de 2,9 por cento, 3,9 por cento e 8,9 por cento, respetivamente) pelos crescimentos mais significativos, +30,7 por cento, +27,5 por cento e +23,9 por cento, pela mesma ordem, face ao mesmo mês do ano anterior.
No primeiro trimestre de 2024, entre os 10 mercados com maior número de dormidas, destacaram-se os crescimentos dos mercados canadiano (+24,2 por cento), polaco (+22,7 por cento) e norte-americano (+18,1 por cento), enquanto os mercados francês e brasileiro registaram os maiores decréscimos (-8,3 por cento e -4,5 por cento, respetivamente).
Dormidas cresceram em todas as regiões
Em março, todas as regiões registaram crescimentos nas dormidas. Os aumentos mais expressivos observaram-se no Oeste e Vale do Tejo (+29,4 por cento), no Centro (+23,1 por cento) e no Alentejo (+21,0 por cento), enquanto os crescimentos mais modestos se registaram na RA Madeira (+4,1 por cento) e na Grande Lisboa (+8,9 por cento).
As dormidas de residentes apresentaram crescimentos em todas as regiões, com exceção da RA Madeira (-12,9 por cento) e da Grande Lisboa (-2,4 por cento).
O Oeste e Vale do Tejo destacou-se com o maior crescimento (+23,0 por cento), seguindo-se o Centro (+22,6 por cento), o Alentejo (+22,5 por cento) e o Algarve (+21,2 por cento).
As dormidas de não residentes cresceram em todas as regiões, de forma mais expressiva no Oeste e Vale do Tejo (+35,8 por cento), na RA Açores (+24,4 por cento) e no Centro (+24,3 por cento).
Estada média dos residentes aumentou
Em março, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico (2,48 noites) aumentou 0,5 por cento (-0,7 por cento em fevereiro). Este indicador registou os maiores crescimentos na RA Açores (+6,5 por cento) e no Oeste e Vale do Tejo (+3,5 por cento).
Os valores mais elevados deste indicador continuaram a observar-se na RA Madeira (4,51 noites) e no Algarve (3,74 noites), tendo as estadias mais curtas ocorrido no Centro (1,68 noites) e no Alentejo (1,76 noites).
Em março, a estada média dos residentes (1,80 noites) aumentou 1,7 por cento e a dos não residentes (2,92 noites) decresceu 0,8 por cento.
A estada média dos não residentes foi mais longa do que a dos residentes em todas as regiões, tendo a RA Madeira registado as estadias médias mais prolongadas, quer dos residentes (2,78 noites) quer dos não residentes (4,97 noites).
Para além da RA Madeira, as estadas médias observadas no Algarve (2,56 noites dos residentes e 4,17 noites dos não residentes) e na RA Açores (2,53 noites e 3,38 noites, pela mesma ordem) também ficaram acima das estadas médias nacionais.
Taxas líquidas de ocupação aumentaram
A taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (42,2 por cento) aumentou em março (+2,9 p.p., após -0,4 p.p. em fevereiro). O mesmo sucedeu com a taxa líquida de ocupação-quarto (51,7 por cento), que registou um crescimento de 1,5 p.p. (-0,6 p.p. em fevereiro).
Em março, as taxas de ocupação-cama mais elevadas continuaram a registar-se na RA Madeira (65,1 por cento) e na Grande Lisboa (56,3 por cento), enquanto as mais baixas se verificaram no Alentejo (27,7 por cento) e no Centro (28,9 por cento). Os maiores aumentos neste indicador verificaram-se no Oeste e Vale do Tejo (+5,1 p.p.) e no Centro (+4,0 p.p.).
Foto: Bruno Filipe Pires