Os algarvios têm uma nova opção para superar os problemas de infertilidade, pois, a clínica IVI acaba de inaugurar as suas instalações de reprodução assistida no Hospital Particular do Algarve das Gambelas, Faro. Em Portugal, esta é a segunda clínica do grupo e, de acordo com Sérgio Soares, diretor da IVI de Lisboa, nasceu «da necessidade de responder à crescente demanda dos algarvios para combater a infertilidade». O hospital já oferecia serviços de apoio à gravidez, parto e neonatal pelo que este novo complemento veio completar e reforçar o ciclo de apoio à mulher. Nas Gambelas, os clientes podem, a partir deste momento, fazer provas de diagnóstico e consultas para definirem o tratamento indicado. Há uma caracterização de cada caso, uma abordagem aos problemas reprodutivos e um seguimento do tratamento até à fase laboratorial. Porém, as etapas de tratamentos como inseminações intrauterinas, fertilizações in vitro, diagnóstico de pré-implantação e vitrificação de óvulos, serão executados em Lisboa. Na prática, significa que num conjunto de nove sessões, os algarvios podem fazer sete em Faro e dois em Lisboa, diminuindo tanto o desgaste físico como o tempo e investimento em viagens. ideia é «ultrapassar a dificuldade logística implementando os exames de acompanhamento no Algarve», porém o objetivo é que no futuro «a unidade venha a adquirir a máxima autonomia oferecendo também a possibilidade de incluir as etapas laboratoriais de tratamentos de procriação medicamente assistida», explicou Sérgio Soares. Nos tratamentos de primeira linha – Inseminação Artificial (IA) – o custo varia entre 500 e 1000 euros, já nos tratamentos de segunda linha – Fertilização In Vitro (FIV) – os 4500 e os 5000 euros. A taxa de sucesso na IA é de 20 por cento e na FIV é de pouco mais de 50 por cento. Não recomendam mais do que três ou quatro tentativas de inseminação intrauterina e, se após este número, não ocorrer uma gravidez, é sugerido ao casal experimentar o tratamento de segunda linha: a FIV. Na Fertilização In Vitro perto de 90 por cento dos casais consegue uma gravidez, após três tentativas. Entre a primeira consulta e a concretização do tratamento decorrem 60 dias. No entanto, a duração do tratamento, entre o seu inicio e a finalização, passam pouco mais de 15 dias. João Bacalhau, presidente do Hospital Particular do Algarve, relembrou o percurso do Hospital desde a sua abertura em 1996 e sublinhou que os excelentes resultados conseguidos fazem com que este seja, neste momento, o «quinto grupo de saúde a nível nacional». De acordo com o diretor, a escolha da IVI, enquanto parceira, surgiu porque «é, neste momento, o maior grupo a nível mundial na área da procriação medicamente assistida». O grupo conta com 25 anos de existência e foi o pioneiro enquanto uma das primeiras instituições médicas totalmente especializadas em medicina reprodutiva. O grupo realiza mais de 400 mil tratamentos por ano e possui 36 clínicas em 8 países. Em 2015 conta abrir mais onze clínicas e expandir o negócio para Itália e o Médio Oriente. A infertilidade é uma doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e, na atualidade, em Portugal, afeta cerca de 15 por cento dos casais. Testemunhos de sucesso 1 – Marisa Pífaro e Victor Campos fizeram questão de partilhar a sua experiência ao longo dos últimos três anos. Depois de um ano de relações sexuais sem conseguirem engravidar contactaram a IVI. «Tentámos duas inseminações artificiais. Era frustrante porque víamos toda a gente a conseguir e nós não. É muito complexo… passam-se por sentimentos muito complicados. Na época, se tivéssemos a IVI no Algarve, teria facilitado todo o processo, porque cheguei a ter de ir a Lisboa quase dia sim, dia não, e isso foi desgastante e dispendioso. Feito o esforço, conseguimos ser bem sucedidos com uma fecundação in vitro e a Carlota nasceu aqui [no Hospital Particular do Algarve]. Valeu a pena agora que temos a Carlota connosco», explicou Marisa. 2 – Ana Isabel e Manuel Sousa são naturais de Vila Real de Santo António e dizem-se contentes por ver a IVI nascer em Faro. Ana Isabel explicou que depois de uma fase má na sua vida, e apesar de já ter um filho com 12 anos, sofreu cinco episódios de abortos espontâneos. Como não conseguia engravidar decidiu contactar a IVI. «Sempre fomos muito bem tratados e a informação foi dada de forma detalhada sobre todos os passos», o que foi fundamental até conseguir engravidar de um menino chamado Manuel. O que mais custou durante todo o processo foram as deslocações a Lisboa. «Foram feitos muitos sacrifícios para agora poder desfrutar deste momento, mas o meu conselho para quem realmente têm o desejo de ser mãe, é que nunca desista!».