Ryanair dá mais 250 mil euros para ajudar a «Renaturalizar Monchique»

  • Print Icon

Pelo segundo ano consecutivo a low cost irlandesa reforçou o donativo para mitigar as consequências do incêndio de 2018 em Monchique. Ryanair já doou meio milhão de euros.

Um reforço de 250 mil euros para o restauro das áreas ardidas da serra de Monchique foi entregue hoje, terça-feira, 29 de setembro, de forma virtual, pelo diretor de Sustentabilidade da Ryanair, Thomas Fowler, numa cerimónia que teve lugar no Spa Resort Villa Termal das Caldas de Monchique.

Esta nova verba, que à semelhança do ano passado foi obtida através dos donativos dos passageiros, e que se insere na iniciativa da companhia aérea irlandesa para compensar as emissões de carbono, vem a reforçar as contribuições que ascendem agora a meio milhão de euros.

O dinheiro irá financiar a plantação de mais 75 mil árvores destruídas pelos incêndios de 2018. No primeiro ano do projeto foram plantadas 62 mil árvores autóctones e apoiados cerca 90 proprietários. Espera-se que no futuro o conjunto das árvores plantadas possam ser responsáveis pelo sequestro de 1000 toneladas de carbono por ano.

Por videoconferência, Thomas Fowler confiou o cheque aos parceiros do projeto – Região de Turismo do Algarve, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e Câmara Municipal de Monchique.

«A Ryanair tem o prazer de renovar esta parceria. Estamos gratos pelo contributo dos nossos clientes que nos permite apoiar ajudar a comunidade local e estamos orgulhosos pelo trabalho desenvolvido durante o primeiro ano desta iniciativa. Estamos empenhados em minimizar o impacte que o nosso negócio tem no ambiente e estamos satisfeitos pelo progresso da iniciativa Renature Monchique», disse.

João Dias Coelho, presidente do GEOTA, declarou que «a renovação deste compromisso por parte da Ryanair possibilita-nos continuar a apoiar a recuperação de habitats florestais importantes e únicos nas áreas devastadas pelas chamas e a restaurar as paisagens culturais desta área, um importante destino turístico nacional e internacional. A nossa expectativa é chegar às 137 mil árvores em 2021. A nossa missão passa também pela recuperação das matas, das florestas, que elevam a importância deste local. Esperamos que o Fundo Ambiental possa, no futuro próximo, também comparticipar neste esforço coletivo».

Por sua vez, Rui André, autarca de Monchique disse que «este projeto é a consolidação da cidadania participativa em favor da mudança e da defesa do ambiente. Ao longo dos anos o homem foi alterando a paisagem de acordo com as suas necessidades».

Hoje percebemos todos, e da pior forma, que essas escolhas criaram um enorme desequilíbrio ambiental ao ponto dessa desordem ser responsável por catástrofes que põem ciclicamente à prova a nossa capacidade de resiliência e coloca também em risco o nosso património e também as nossas vidas», acrescentou.

«Esta iniciativa constitui um valioso contributo no reequilíbrio e na renaturalização de parte da nossa paisagem e com ele, um reencontro com espécies e habitats autóctones o que esperamos, possa também contribuir para um necessário redesenho da paisagem que temos em curso, assim como uma profunda reflexão sobre a nossa relação com a natureza e o uso que fazemos dos seus recursos – da terra à água, das plantas ao próprio ar que respiramos. Obrigado a todos os que têm contribuído para a sua continuidade», afirmou Rui André.

Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique.

Por fim, João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve, enfatizou que «a Ryanair acredita no Algarve e é merecedora da maior gratidão e reconhecimento da região. Num contexto globalmente adverso para o sector das viagens e Turismo, em geral, e para o transporte aéreo, em particular, é notável o compromisso da Ryanair e dos seus passageiros para com a renaturalização da Serra de Monchique».

«Congratulamo-nos com os donativos e com a oportunidade que criam no desenvolvimento sustentável da natureza algarvia, adicionando novas procuras turística pelo destino ao longo do ano e em todo o território. Sem a vontade de todas as partes envolvidas não seria possível promover o restauro ecológico da terra e das florestas de Monchique em harmonia com o restante território do Algarve, que no seu todo continua a ser o principal destino de férias em Portugal», concluiu.