Rogério Bacalhau quer Centro de Congressos para Faro

  • Print Icon

Autarca apelou aos privados colaborarem com o município na criação do Centro de Congressos de Faro, cujo local já existe, durante o 8º Congresso da Associação Portuguesa de Empresas, de Congressos, de Animação Turística e de Eventos (APECATE).

O encerramento do segundo dia do Congresso, na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro, na sexta-feira, dia 7 de fevereiro, ficou marcado pelas palavras de Rogério Bacalhau, presidente da edilidade farense.

«O rótulo menos simpático de cidade especializada em serviços burocráticos e administrativos esbateu-se nos últimos anos e deu lugar a uma nova forma de encarar as potencialidades do nosso território como mais-valias para gerar conhecimento, riqueza e desenvolvimento social. E nada pode fazer mais feliz um autarca do que ver a sua comunidade empenhada em ir atrás do sucesso, trazendo para o nosso território mais riqueza, mais competitividade e mais valor agregado à nossa proposta. O turismo trouxe novos mundos a Faro e fez de nós uma comunidade mais disposta a apostar e a ir em busca da felicidade. A verdade é que somos hoje um destino versátil e singular dentro do que o Algarve oferece».

Ainda em relação ao seu município, Bacalhau referiu: «penso que uma cidade assim não pode deixar de ser cativante para o sector Congressos, Animação Turística e Eventos. Estamos a apostar em explorar ainda mais as nossas possibilidades; em atrair mais investimento privado; mais camas; em melhorar o nosso espaço público; em aumentar a segurança com policiamento de proximidade e a melhorar as vias de comunicação. Não podemos descansar sobre os resultados passados».

Ao barlavento, Bacalhau explicou o que pretende ao certo. «Temos a noção que Faro precisa de ter um equipamento grande onde possa de alguma forma albergar grandes eventos. Nesse sentido, na alteração que estamos a fazer ao Plano Diretor Municipal [PDM], temos uma área reservada entre a EN125-10 [freguesia de Montenegro] e o Patacão, onde se poderá fazer esse tipo de equipamento. Obviamente que isso hoje ainda está em plano. A mensagem que deixo aqui e, que temos vindo a falar com alguns investidores, é para que se interessem em estudar esta hipótese. Nunca será, do meu ponto de vista, um equipamento estritamente municipal. Podemos colaborar, mas ou é um equipamento privado ou, em colaboração com o município».

Com a temática «Turismo e Democracia» como mote para todo o evento, o edil proferiu que Faro é uma cidade que em nada se compara aos anos passados.

Foi nesta linha de pensamento que o edil apelou aos privados da sala a que colaborassem com o município para a criação de um Centro de Congressos que possa acolher eventos de maior envergadura no concelho.

Uma lacuna que, de acordo com o presidente, tem feito Faro perder muitos eventos. «A maior sala que temos é o Teatro Municipal que leva 700 pessoas, mas que não está adaptada à maioria destes eventos. Depois em hotéis temos capacidade para 200/300 pessoas e isso para nós é um constrangimento porque muitos congressos não se estão a realizar em Faro por falta de equipamentos. A Universidade do Algarve já realiza dezenas de congressos por ano e o que acaba por acontecer é que os eventos passam a decorrer em concelhos adjacentes. Faro tem hoje uma dinâmica cultural muito grande e tem mercado para um equipamento dessa dimensão».

Por fim, questionado sobre a capacidade do futuro Centro, Bacalhau respondeu que «é uma questão de se fazer esse estudo de mercado. Neste momento a área que temos disponível é considerável, mas depois o mercado ditará em função daquilo que entender que são as projeções para o futuro».

«Foi uma honra ter-vos cá e sei que o conclave foi muito produtivo e gerou mesmo um conjunto de debates e preleções muito participadas. Só demonstra a riqueza das matérias discutidas em torno deste sector. Isto satisfaz-nos enquanto cidade anfitriã, porquanto é por demais evidente o alto nível da realização que ajudámos a concretizar. É, aliás, uma das missões desta autarquia: colaborar com entidades representativas de determinado sector, que se propõem tratar de temas que nos são caros como é o caso da APECATE», concluiu.