Quinta de São Mateus é novo Alojamento Local de luxo em Faro

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Quinta de São Mateus, a dois passos da Ria Formosa, com vista desafogada sobre pomares e culturas agrícolas, posiciona-se num segmento de mercado exigente. Também está disponível para acolher eventos privados

A Quinta de São Mateus é o mais recente espaço residencial a abrir em Faro. Inaugurou no sábado, dia 7 de março, e espera receber os primeiros hóspedes em abril.

«A quinta é incrível e estava preparada para o Alojamento Local de alto luxo. Alem disso, vimos a oportunidade de a rentabilizar de uma outra maneira. Não há vizinhos, logo porque não uma proposta diferente? Temos o potencial de acolher festas, casamentos e qualquer tipo de evento privado. Apercebemo-nos desse potencial porque em Faro há uma carência na oferta para pessoas a partir dos 30 anos. Há muitas opções de diversão para jovens e estudantes, mas para outras faixas etárias, não há. Há um bar ou outro, mas uma casa elegante, com requinte, com espaço para dançar e para fazer algo mais privado, Faro não tem. A ideia começou por aí», garante ao barlavento, Raquel Gomes, de 37 anos, formada em economia e empreendedora, responsável pela parte do Alojamento Local da Quinta de São Mateus, localizada na Estrada da Garganta, a um quilómetro de Faro, no sentido para Olhão.

A propriedade completa é composta por cinco hectares de pomares e abacateiros, sendo que a casa totaliza 600 metros quadrados e está preparada para um turismo de habitação exigente.

«As pessoas que visitam Faro querem ficar no centro e pagar barato. Aqui a proposta é outra. É o aproveitar o espaço, ficar num local tranquilo, sem barulho e ao mesmo tempo estar perto da cidade. Estamos posicionados para um público com maior poder de compra», explica Raquel Gomes.

Assim, na Quinta de São Mateus, uma casa caracterizada por uma arquitetura tradicional algarvia, que remonta aos anos 1920, as opções de alojamento são variadas, sendo que a estadia base inclui «um pequeno-almoço excelente», segundo a responsável.

A partir daí, «temos serviço de aluguer de motorizadas ou transfers. Damos também a opção de o hóspede ter um motorista disponível durante toda a estadia e até um guia turístico. O nosso cliente pode escolher o que deseja visitar e conhecer. Há ainda a opção de ter toda a alimentação incluída. Ou seja, é um serviço muito personalizado. No fundo, vamos oferecer uma série de opções para que o hóspede possa ficar aqui sem se preocupar com nada», revela.

Em relação aos preços que a nova unidade de charme vai cobrar, a gerente diz que a tabela ainda não está fechada.

«Temos uma noção do que se pratica no mercado. Como é o nosso primeiro ano, não vamos cobrar preços exorbitantes, mas sim adequados ao serviço que oferecemos para consolidar um público. O maior quarto, além de ser suite, tem jardim de inverno e está preparado com uma cama para um casal que tenha um filho. Esse será o mais caro. O pacote básico, que inclui a estadia e o pequeno-almoço, rondará os 150 euros por quarto, em época média. Claro que tudo o resto será extra», acrescenta.

Para a abertura do Alojamento Local, a previsão é «meados de abril, uma vez que ainda aguardamos pela licença que deve estar prestes a chegar», finaliza.

A Quinta de São Mateus está equipada com dois pisos, quatro suites, terraço com piscina, varanda, e uma vista desafogada sobre pomares e culturas agrícolas. Vizinhança não há e o único barulho que se escuta é o chilrear dos passarinhos

Espaço para eventos só com convite

Mas os serviços da Quinta de São Mateus vão além do turismo de habitação. A casa está também preparada para receber qualquer tipo de evento privado com capacidade para 200 pessoas.

«Estamos a falar de casamentos, workshops, convívios de empresas, congressos, batizados e festas de aniversário. Qualquer interessado pode alugar o espaço, com a condição que é apenas para eventos privados, nos quais só entra quem tem convite», explicita Nina Franco, de 37 anos, parceira de Raquel no projeto e responsável pela organização dos eventos na Quinta de São Mateus.

Eventos que, à semelhança do Alojamento Local, podem ser tão personalizáveis quanto se quiser. «Podemos tratar de tudo o que o cliente quiser como o bar, a luz, o som, a decoração, o DJ, a alimentação e o transporte, sendo que têm a hipótese de ficarem cá a pernoitar, se quiserem. Estamos preparados para qualquer formato, temos estrutura para isso, fornecedores e parceiros», assegura Nina.

Também em relação aos valores, tudo varia consoante a opção escolhida. «Por exemplo, se quiserem alugar só a parte exterior da casa, o preço pode rondar os 600 euros, mas se quiserem acrescentar o primeiro piso já pode rondar os 900 euros. Depende também da duração do evento e de quais os serviços que precisar de usufruir. Varia ainda consoante a época do ano e da dinâmica do evento», estima.

Isto porque, no caso de um casamento, os valores são outros completamente diferentes.

«Temos de estar preparados com tudo, desde a vela, à flor, à decoração. Nessa situação, o preço pode começar nos 60 euros por pessoa. Mas, se por outro lado, a pessoa só quiser a casa, o custo pode ser até 2000 euros. Vai diferir consoante o número de dias que precisem do espaço. A vantagem é que podem sempre cá dormir porque o aluguer inclui toda a casa. No fundo, são valores bem diferentes e bem personalizados. Pensámos em todos os pormenores. Somos flexíveis. Queremos é que dê certo para todos», argumenta Nina.

Até à data há já reservas de eventos para maio e alguns planos para o futuro. «Vamos criar um espaço só para as crianças para que os adultos com filhos se possam divertir mais à vontade. Temos a ideia de fazer uma mini feira com fornecedores locais, artesãos, designers e comidas diferentes. Criar um espaço onde possam expor e ao mesmo tempo oferecemos uma música e um espaço para os mais novos se divertirem. São eventos destes que movimentam a cultura e o comércio local», conclui a responsável.

Empreender no Algarve «é fácil»

Nina Franco e Raquel Gomes, ambas de 37 anos, são naturais do Rio de Janeiro, no Brasil, onde se conheceram. Não foi por acaso que escolheram Faro.

«Vim para o Algarve com o objetivo de trabalhar na área do turismo. Analisei o mercado, conversei com muitas pessoas e todas me disseram que os alojamentos locais estavam a crescer muito e que o processo de legalização era relativamente simples. Segui esse caminho e hoje tenho uma guest house, além de gerir o alojamento aqui na Quinta de São Mateus. Escolhi Faro pela facilidade que o imigrante tem para se integrar e realizar negócios. É fácil e como já era empreendedora no Brasil, sabia que queria continuar a fazê-lo em Portugal. Além do clima e da língua, tudo é mais fácil aqui», conta ao barlavento Raquel Gomes.

Já para a parceira Nina Franco, a escolha demorou a ser tomada. «Vivi cá em 2015. Estive mais de três anos fora, mas acabei por voltar. Regressei porque com as oportunidades que aqui há e com o clima, só no Algarve é que o brasileiro se consegue adaptar. Conheço bem a Europa e o clima do Algarve é o melhor. Isso para mim faz 100 por cento diferença. O Algarve não se compara com nenhum sítio na Europa. E quando a Raquel me falou deste projeto, tive a certeza que tinha mesmo de regressar. Não havia hipótese. Hoje tenho uma empresa de aluguer de motorizadas e faço a gestão dos eventos na Quinta de São Mateus, aliás, um trabalho que já fazia no Brasil», compara.