Portimonense trava Benfica (2-2) com segunda parte categórica

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Algarvios perdiam por 0-2 ao intervalo mas, numa segunda metade que dominaram por completo, conseguiram almejar o empate a duas bolas, com golos de Dener e Júnior Tavares (e que golaço).

O estádio estava vazio mas os cânticos de apoio iam sendo ouvidos, «ao longe», nesta tarde de quarta-feira, 10 de junho, Dia de Portugal. Vinham de um telhado com vista panorâmica para o estádio, onde alguns apoiantes do Benfica contornavam, engenhosamente, a proibição de público nos recintos desportivos.

Dentro do relvado, Paulo Sérgio lançou Vaz Tê na frente de ataque algarvia e promoveu o regresso de Pedro Sá ao 11 alvinegro após cumprir castigo vitória da última jornada frente ao Gil Vicente.

O Benfica exerceu forte pressão sobre a equipa de Portimão nos instantes iniciais e, ao minuto 15, Rafa quase aproveitou uma defesa para a frente de Gonda, mas atirou por cima.

O golo lisboeta chegou três minutos depois – foi Rafa, sobre a direita do ataque encarnado, a assistir Pizzi que, no centro da área, atirou a contar, de pé esquerdo, para o primeiro da tarde.

O Portimonense mostrava muitas, muitas limitações no seu jogo – não existiam ideias, nem tão pouco dinâmica. E aos 32 minutos, um enterro monumental de Lucas Possignolo, que falhou um corte aparentemente fácil, deixou nos pés de André Almeida o segundo golo do Benfica. O internacional português não enjeitou a oferta e desviou para o fundo das redes.

O intervalo chegou com um resultado que, mais que espelhar uma boa partida dos encarnados, refletia muita falta de crença e de qualidade no jogo alvinegro.

No lançamento da etapa complementar, Paulo Sérgio lançou em jogo Aylton Boa Morte e Fali Candé, para os lugares de Henrique Custódio e Pedro Sá.

As alterações galvanizaram o Portimonense, que foi tomando conta do jogo nos minutos iniciais da segunda metade. Ao minuto 54, Lucas Fernandes surgiu em excelente posição para o golo mas atirou ao lado da baliza de Vlachodimos.

A equipa da casa estava transfigurada e chegou mesmo ao golo ao minuto 66. Bruno Tabata cobrou um canto curto no flanco esquerdo do ataque algarvio e, no coração da área, Dener cabeceou sem espinhas para a baliza encarnada.

Só dava Portimonense e foi sem surpresa que, aos 77 minutos, chegou o empate. A fórmula foi simples: Odysseas negou os intentos de Lucas, na sequência de um canto, mas na sobra, já bem fora da área, estava Júnior Tavares, que estoirou sem contemplações para o fundo da baliza benfiquista.

Os alvinegros exploravam a apatia benfiquista e, em cima do minuto 90, Bruno Tabata perdeu excelente oportunidade para fazer o terceiro e dar a vitória à sua equipa. Seria um prémio justo perante tão boa segunda metade dos algarvios, que regressaram do intervalo completamente transformados.

Com este resultado, empate a duas bolas, o Portimonense chega aos 20 pontos e fica à espera de ver o que faz a concorrência, nomeadamente o Marítimo, que visita o Estádio do Dragão esta noite. Na próxima jornada, a 27ª da Liga NOS, a turma de Portimão desloca-se à Cidade do Futebol, em Oeiras, casa emprestada dos açorianos do Santa Clara.