Portimonense incapaz de desfazer o nulo frente ao Paços de Ferreira

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Conjunto de António Folha recebeu, nesta 16ª jornada, um adversário direto na luta pela manutenção, mostrando poucos argumentos para sair da zona de despromoção.

A jogar em casa perante uma boa assistência, o Portimonense quase assinou um começo perfeito por intermédio de Dener, ao terceiro minuto, mas o cabeceamento do brasileiro, após cruzamento de Henrique, saiu ligeiramente ao lado.

O início auspicioso fazia adivinhar uma primeira parte mexida e de qualidade, mas sucedeu o inverso. As equipas encaixaram e prevaleceu a tática e a lentidão de processos. Quando o Portimonense tentava atacar, esbarrava na bem afinada defensiva paçense, mostrando também muita falta de objetividade.

Depois, em saídas para o ataque, os forasteiros colocavam em sentido um setor recuado dos alvingeros que, como em tantos outros jogos nesta época, tremia quando o assédio adversário subia um pouco de tom, fazendo um mau controlo da profundidade e permitindo muitas bolas nas suas costas.

Os homens da Capital do Móvel até podiam ter dado marcha ao marcador perto do intervalo, ao minuto 41, mas Diogo Almeida, em excelente posição, cabeceou ao lado da baliza, levando o 0-0 para o intervalo.

Ao intervalo, na tentativa de inverter a má exibição da etapa regulamentar, António Folha lançou Bruno Costa, médio contratado em definitivo ao Futebol Clube do Porto, para o lugar de Fernando, desfazendo o esquema de três centrais com que iniciou o jogo.

No entanto, pouco mudou. O Portimonense continuou a não ter arte nem engenho para criar perigo e o Paços ia segurando o jogo a seu bel-prazer.

O expoente máximo da pouca objetividade algarvia foi atingido aos 78 minutos – Jackson Martinez isolou Aylton Boa Morte, que com a baliza à mercê de um remate…tentou controlar a bola. O esférico, esse, fugiu para longe, e a oportunidade esfumou-se.

Pouco depois, Aylton Boa Morte novamente, em posição para fazer o golo, cabeceou para fora, após nova assistência de Henrique (82′).

O extremo dos algarvios ainda desperdiçou outra grande chance, aos 85 minutos, quando se isolou na cara de Ricardo Ribeiro e atirou ao lado. Não era a tarde de Aylton.

O empate a zeros, esse, ajusta-se ao que se passou em campo. O Paços manteve sempre o Portimonense longe da sua baliza, e só nos últimos 15 minutos a equipa de António Folha acordou para tentar outro resultado. Era tarde.

No final da partida, alguns lenços brancos, muitos assobios, e uma mensagem dos adeptos para a equipa da casa: «Para estar na primeira não basta querer…é preciso merecer». Tempos difíceis em Portimão.

Com este resultado, os alvinegros perfazem cinco jogos sem vencer e somam 14 pontos, mantendo o 17º lugar, em zona de despromoção.

Na próxima jornada, a 17ª da Liga NOS, os homens de Portimão deslocam-se ao terreno do Desportivo das Aves, último classificado do campeonato. A partida está marcada para sábado, 18 de janeiro, às 15h30.