Portimonense empata frente ao Paços em jogo com final polémico

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Depois de uma época atribulada, onde a permanência só foi conseguida na secretaria, o Portimonense entrou no campeonato com um empate frente ao Paços de Ferreira, num jogo que terminou com dois lances muito polémicos.

Com os reforços Maurício, Fabricio e Welinton nas escolhas iniciais de Paulo Sérgio, os alvinegros viram o Paços criar o primeiro lance de perigo aos seis minutos – Luther rematou para uma defesa pouco ortodoxa de Samuel Portugal, que na recarga deu o peito para travar a tentativa de Douglas Tanque.

O Portimonense respondeu com uma jogada entre caras novas: Fabrício ganhou de cabeça e abriu espaço para Welinton, que na cara do golo permitiu a defesa ao guardião dos castores, Jordi.

A monotonia apoderou-se da etapa regulamentar, com as equipas a lutar muito mas a mostrarem pouca clarividência e muito desacerto na hora de decidir. Um exemplo claro deu-se ao minuto 34. Lucas Fernandes recuperou a bola após uma falha defensiva do Paços, rematou mal e, na sobra, em boa posição, Dener atirou por cima.

E quando já tudo apontava para o empate ao intervalo, em tempo de compensação da primeira metade, os forasteiros chegaram à vantagem, aproveitando a tal falta de clarividência reinante na partida. Foi na sequência de um canto, cobrado por João Amaral, com Lucas Possignolo a enganar-se na baliza e a fazer auto-golo.

Paulo Sérgio percebeu as dificuldades da equipa no processo ofensivo e lançou, para a segunda parte, Aylton Boa Morte e Beto, nos lugares de Pedro Sá e Anderson Oliveira. No entanto, foi mesmo o Paços de Ferreira a ter nova chance de dilatar a vantagem – Douglas Tanque, em excelente posição na área, atirou fortíssimo por cima (48′).

Apesar do susto, quem chegaria mesmo ao tento seria o Portimonense, aos 53 minutos, numa bola parada. Lucas Fernandes cobrou com mestria um livre e, ao segundo poste, Fabrício cabeceou e fez o que já tinha feito tantas vezes com a camisola alvinegra até 2018 – golo.

O Paços tentou responder e, entre várias tentativas de assédio à baliza Portimonense, quase chegava ao golo ao minuto 71, com um remate de Douglas Tanque que Samuel Portugal conseguiu desviar para o poste. Paulo Sérgio sentiu o perigo e no minuto seguinte, na tentativa de mexer novamente com o setor atacante da equipa, introduziu na partida o brasileiro Júlio César, mais um reforço dos alvinegros para a nova temporada, que ocupou o lugar de Welinton.

Os castores não baixaram os braços e iam dominando, com Douglas Tanque a dar muito trabalho à defensiva algarvia. Aos 78 minutos, o avançado brasileiro teve uma nesga de espaço na meia distância e disparou um tiro que deixou Samuel Portugal pregado ao tapete. A bola, no entanto, saiu ligeiramente ao lado. Dois minutos depois foi Eustaquio, também da meia distância mas com nota mais artística, a assustar os algarvios.

Depois, em período de descontos, a polémica. Lucas Silva toca a bola com o braço (ação visível nas imagens) e Iancu Vasilica assinala para o castigo máximo. Hugo Miguel, o VAR, chamou o árbitro a ver o lance e, depois, a decisão foi anulada. No lance seguinte, na área oposta, Maurício e o mesmo Lucas Silva envolvem-se e a bola sai. No entanto, o VAR volta a alertar o árbitro que, depois assinala pénalti para o Paços. Na conversão, Samuel Portugal defende o remate de Douglas Tanque. Tudo ficou empatado.

Na próxima jornada, a segunda do campeonato, a turma algarvia desloca-se até Barcelos para defrontar o Gil Vicente, naquele que, a decorrer, será o primeiro jogo dos galos na prova, depois de vários casos de infeção por Coronavírus no plantel terem obrigado ao adiamento da partida frente ao Sporting.