Pinheiro e Rosa termina imediatamente aulas presenciais

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«Infelizmente e ao contrário da nossa expectativa, o caso de COVID-19 que foi confirmado no dia 18 de junho, não era um caso isolado. Testaram positivo à COVID-19 mais duas funcionárias da nossa escola» acaba de informar Francisco Soares, diretor do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, em Faro.

«Vamos terminar imediatamente com as aulas presenciais e substituí-las a partir de amanhã, segunda-feira, dia 22 de junho por aulas síncronas, para que os professores tenham a oportunidade de terminar processos em curso com os alunos», acaba de informar, em comunicado enviado à redação do barlavento, Francisco Soares, diretor do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, em Faro.

«É absolutamente importante defender a segurança sanitária dos alunos, dos professores e dos funcionários, mas garantindo os direitos e interesses dos alunos que se estão a preparar para prestar provas em exame. Após termos tido conhecimento destes dois novos casos, elaborámos uma nova lista de pessoas que contactaram mais de perto e recentemente com as funcionárias que agora testaram positivo. Essa lista foi logo entregue ao Delegado de Saúde e foram hoje todos testados», acrescenta o responsável.

«Felizmente, ao final da tarde, soubemos que todos deram NEGATIVO. Vamos manter as decisões entretanto tomadas no dia de hoje e permaneceremos vigilantes quanto à evolução da situação na nossa comunidade. A Escola Secundária Pinheiro e Rosa, apesar de ter ter sido desinfectada na passada quinta feira vai manter-se fechada ao público por 14 dias (a contar do passado dia 19 de junho)».

Por outro lado, também os serviços administrativos da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, encontram-se temporariamente encerrados.

O atendimento presencial vai ser efetuado exclusivamente na Escola Básica Dr. José de Jesus Neves Júnior, situada na Rua Emílio José Campos Coroa, em Faro (289 892 090).

Ainda de acordo com o responsável, «as três funcionárias que testaram positivo à COVID-19 têm sido contactadas por mim, encontrando-se assintomáticas e com a coragem necessária para ultrapassarem esta circunstância de infeção. Temos os psicólogos do agrupamento a prestar o apoio necessário a todos quantos sentem maior angústia para lidar com a situação. Temos de assumir que a atual situação relativa à COVID-19, nos impõe um retrocesso relativamente ao processo de desconfinamento que o país estava a levar a cabo».

«Não é alheio a este processo, o conjunto de eventos políticos ideológicos e até reivindicativos que conhecemos recentemente e que levaram à negligência de regras de distanciamento social, incentivando a que festejos e outras manifestações de grandes grupos de pessoas viessem a acontecer. Em função dos resultados que a COVID-19 regista atualmente no nosso país e na nossa região em particular, relembro a necessidade premente de voltarmos a um maior recato no que se refere aos contactos sociais, reduzindo-os ao mínimo indispensável, abstendo-nos de frequentar aglomerados de pessoas a título de festejos comemorações ou até de reivindicações».

Além da distância social, «reitero a necessidade de continuarmos a cumprir a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool-gel, bem como o uso da máscara como a atitude mais solidária em tempo de pandemia. A investigação epidemiológica está em curso e será garantida a vigilância de contactos pelas Autoridades de Saúde/Delegados de Saúde, que irão identificar e manter em isolamento profilático e vigilância os contactos diretos dos casos confirmados. Informo toda a Comunidade Educativa que, apesar de provavelmente termos interrompido a cadeia de transmissão na nossa escola, caso surjam dúvidas, sinais ou sintomas deverão ligar a linha SNS24 (808 24 24 24)».