Pesca da sardinha com restrições até meados de outubro

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Até ao final de julho, apenas 5000 toneladas de sardinha podem ser pescadas. Mas a partir de agosto, as expetativas do sector que reclama um alargamento da quota, não terão a reivindicação atendida.

Segundo avançou hoje a Ministra do Mar Ana Paula Vitorino, durante a visita à Estação Experimental do Ramalhete do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR) da Universidade do Algarve (UAlg), hoje, terça-feira, 4 de junho, «à partida serão 2700 toneladas».

No entanto, «estamos expectantes com os resultados dos cruzeiros científicos, que já estão a ser analisados, com as interações do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES) e da União Europeia». Posto isso, a governante acredita que este valor ainda «poderá aumentar um pouco».

Segundo Ana Paula Vitorino, esta será a quota até meados de setembro ou de outubro, que «poderá ser alterada se a análise do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), do congénere espanhol e da interação de ambos com o ICES europeu, resultar numa melhoria».

Para a Ministra do Mar, estas medidas de redução são para que «daqui a uns anos, já não sejam necessárias restrições. Houve uma quebra muito grande na qualidade do stock e na sua quantidade e por isso têm de haver estas restrições. Isto são projetos de sustentabilidade porque nós ajustamos a quantidade a ser capturada em função da qualidade do stock».

A governante referiu-se à pesquisa que está a decorrer na a Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em outubro de 2018 foi descoberto o genoma da sardinha «e esta já está a ser produzida em cativeiro. Neste momento está maior que a petinga e quem sabe, não possamos, juntamente com os projetos da recuperação de ecossistemas, fazer o repovoamento no mar».