Mina de Sal-Gema de Loulé é nova atração turística do Algarve

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Nos últimos anos, a mina só abriu ao público para visitas de escolas, universidades e no âmbito do programa Ciência Viva no Verão.

A Mina de Sal-Gema de Loulé abre as portas para o público em geral a partir de segunda-feira, dia 7 de outubro.

A partir desta data, todos os interessados poderão, em cerca de duas horas, descobrir o «extraordinário mundo» de uma mina subterrânea de Sal-Gema com mais de 45 quilómetros de galerias, aquela que é a única mina portuguesa visitável que se localiza abaixo do nível do mar.

Com a sua abertura, todos os visitantes poderão conhecer a história deste espaço, localizado a 230 metros de profundidade, e admirar formações geológicas com 230 milhões de anos.

Para esse fim, foi criado um percurso de interpretação com cerca de 1,3 quilómetros dentro da mina, onde com o auxílio de guias especializados todos os visitantes são convidados a conhecer os processos de mineração antigos e atuais.

Mina de Sal-gema de Loulé

Para dar prossecução a esta viagem ao interior da terra, a Tech Salt SA, concessionária das minas de Sal-Gema de Loulé, estabeleceu uma parceria com a empresa turística Picturesque Journey.

Assim, neste percurso de visita, para além de dar a descobrir a importância geológica desta mina no contexto da região, serão abordadas as inúmeras aplicações do Sal-Gema ao longo da história, até à atualidade.

Os bilhetes para a visita têm um custo de 25 euros por adulto, e 15 euros para as crianças. Para grupos de 10 ou mais pessoas, o bilhete individual fica a 20 euros.

Segundo o que o «barlavento» apurou, a concessão da Mina da Campina de Cima foi vendida, em agosto, pelo grupo CUF à empresa Tech Salt, S.A.

O grupo explorou durante algum tempo o sal-gema para a extração de sódio que alimentava as industrias agroquímicas.

No entanto, devido a ser um processo que produzia lamas, o grupo passou a importar sal-gema do estrangeiro com maior grau de pureza. O interesse na Mina de Loulé ficou para segundo plano, à medida que a produção foi sendo canalizada para o degelo de estradas no norte da Europa.

Ao longo dos últimos anos, ainda esteve em cima da mesa a implementação de um projeto turístico, assim como a utilização das galerias subterrâneas para fins de arquivo, por uma empresa norte-americana.

A Mina da Campina de Cima acolheu também exposições no âmbito do programa Allgarve em 2008 e 2009.