Migrantes intercetados no Farol vão para a Cadeia do Linhó

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Medida tomada «perante o esgotamento da capacidade de instalação dos centros de instalação temporária do SEF».

Os 21 migrantes oriundos do Norte de África, intercetados na ilha do Farol na passada terça-feira, 21 de julho, foram hoje presentes ao Tribunal Judicial de Faro, por entrada e permanência irregular em território nacional.

«Perante o esgotamento da capacidade de instalação dos centros de instalação temporária do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF)», o tribunal determinou que os cidadãos sejam conduzidos ao Estabelecimento Prisional do Linhó onde aguardarão os trâmites do processo de afastamento que lhes vier a ser instaurado pelo SEF.

Desde terça-feira que o grupo estava à guarda da GNR e do SEF, que desenvolveu os procedimentos necessários para apurar as suas identidades, uma vez que chegaram indocumentados.

Os 21 migrantes, todos do sexo masculino, pernoitaram nas instalações da Zona de Apoio à População (ZAP) em Olhão, tendo-lhes sido garantidas todas as necessidades básicas. Foram ainda realizados os testes à COVID-19, todos com resultado negativo.

O Algarve tem sido procurado por migrantes ilegais como porta de entrada para a Europa, tendência que se tem acentuado no últimos meses. Este é o quinto caso de desembarque ilegal na costa algarvia de migrantes marroquinos, no espaço de oito meses.

A diretora nacional do SEF afirmou na quarta-feira que é «inegável» a sucessão de desembarques de migrantes marroquinos na costa algarvia, mas considerou «prematuro» falar da existência de uma rota de imigração ilegal.

«Ainda há investigações que estão em curso, há avaliações que têm de ser feitas. Ainda não temos informação suficiente sobre este último desembarque para podermos afirmar se há uma rota, se há uma rede», apontou, após uma reunião na Câmara de Olhão.

Desde dezembro, já foram intercetados pelas autoridades 69 migrantes provenientes do norte de África na região.