Jamila Madeira entregou hoje 30 novos ventiladores ao CHUA

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Secretária de Estado Adjunta e da Saúde assinalou a entrega dos novos equipamentos médicos com uma mensagem positiva acerca do trabalho feito na região durante a pandemia. Abordou ainda temas como a ponte aérea com o Reino Unido, as obras realizadas no Hospital de Faro e o novo conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

O Hospital de Faro recebeu na manhã de hoje segunda-feira, dia 29 de junho, Jamila Madeira, secretária de Estado Adjunta e da Saúde, que veio entregar 30 ventiladores mecânicos invasivos, sendo que 20 ficarão na capital algarvia e 10 terão como destino a unidade de Portimão do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

«Aqui no CHUA temos instaladas cerca de 29 camas de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) nível três. Foram sempre, em todos os momentos, mais que suficientes para todas as necessidades que foram ocorrendo. Neste momento, cabe-me assinalar a entrega destes ventiladores, que vêm acrescer àqueles 30 que também foram doados pelos municípios do Algarve ao CHUA, de forma a reforçar a nossa capacidade», disse a governante.

«Isto significa que, independentemente de termos estado muito aquém da capacidade instalada, utilizámos todo o potencial para reforçar e trabalhar com os profissionais de saúde, para lhes dar uma boa resposta», ao nível dos equipamentos fundamentais para combater a pandemia da COVID-19.

Ainda de acordo com Jamila Madeira, este apoio na saúde pública do Algarve, insere-se no âmbito do orçamento suplementar «de reforçar a capacidade laboratorial e de medicina intensiva, que prevê que cheguemos a dezembro com uma capacidade instalada numa média de 9,4 camas de ventilação UCI por 100 mil habitantes».

Uma realidade que parece não estar longe de ser alcançada. «Aproximamo-nos da média europeia, sendo que até ao momento, e comparando com dezembro de 2019, podemos dizer que já duplicámos a capacidade instalada em camas ventiladas, com 952 equipamentos que trouxemos da China, em 14 voos fretados pelo Ministério da Saúde. Além disso, contámos com um conjunto de doações, entregues em território nacional, e com equipamentos recuperados que estão aptos a servir os cidadãos. Apesar de toda a capacidade ter sido sempre mais que suficiente para as necessidades, tem sido feito um esforço de incorporação de capacidade », justificou a socialista.

Jamila Madeira sinalizou ainda a importância no reforço de recursos humanos e nas obras realizadas no Hospital de Faro.

«Têm acontecido ao logo de toda a pandemia, sendo que no âmbito do plano de verão, enfermeiros e médicos aguardam a disponibilidade para virem trabalhar para o Algarve. Importa salientar que, há cerca de quatro meses atrás, estive aqui para sinalizar o arranque de uma obra para instalação de uma Tomografia Computadorizada (TAC), que é agora uma realidade. Estão a ser feitas as últimas afinações para entrar em operação», disse aos jornalistas.

«Houve uma obra muito importante na central de esterilização, de 120 mil euros, que permite reforçar a capacidade de resposta em ciclos diários e muito importante para todo o CHUA. Vão também arrancar, esta semana, os trabalhos na cardiologia. Uma obra de mais de meio milhão de euros, muito relevante para a contínua requalificação» do CHUA.


Em relação ao papel dos algarvios durante a pandemia, a secretária de Estado diz que têm feito um «bom trabalho, com um empenho muito importante».

Assim, «esta visita significa um reconhecimento pelo que tem sido feito no CHUA e na região durante a operação COVID-19. O Algarve apresentou-se sempre como uma região com menos casos ativos, com menos número de óbitos e com um reforço particular ao nível das operações, da duplicação de sectores e da capacidade de resposta em todas as situações. Enfrentámos uma pandemia e enfrentámo-la bem, com esforço, mérito e empenho destes e de todos os profissionais de saúde, num conselho de administração particularmente empenhado e com um continuado esforço de todos».

A secretária de Estado deixou ainda uma promessa aos algarvios. «Não parámos tudo aquilo que tínhamos previsto, seja em termos de atividade urgente – apesar de ter recuado em termos de atividade – e mantivemos os níveis de investimento, apesar de também a um passo mais lento. Tudo foi feito, e continuaremos a fazê-lo, para continuar a melhoria da resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para continuar a dar resposta aos portugueses com um SNS forte e que lhes sirva em situação do dia a dia normal, mas também em situações de contexto especiais, como este da pandemia de COVID-19».

«Algarve é uma região segura para visitar»

Aos jornalistas, a secretária de Estado Adjunta e da Saúde respondeu a diversas questões, muitas focadas no turismo britânico, e no impacto da economia da região com a falta do mesmo, caso Portugal seja excluído da lista de destinos com pontes aéreas com o Reino Unido.

«Existe um enorme esforço, que foi feito desde o primeiro dia, que foi trabalhar em rede. Essa é uma lógica subjacente à ideia de SNS. É sempre possível, quando de trata de uma epidemia e de situações em concreto, que nem todas as arestas estejam, em todo o instante, absolutamente limadas. Mas nunca houve nenhuma incapacidade de resposta. Houve sim, sempre capacidade de resposta e sempre capacidade de servir os portugueses e todos os utentes que a eles afluíam. Por isso, aquilo que da parte do Estado português tem sido feito, é a demonstração clara que os nossos números estão muito aquém de qualquer sinal de alarme de outros países que se apresentam nas mesmas listas, e quase a léguas de distância. Isso dá-nos confiança nos nossos resultados. No entanto, estamos todos no mesmo processo, quer em termos diplomáticos, quer em termos de saúde. Diariamente fazemos o esforço de demonstrar, explicar e propor a revisão de qualquer ajuste que possa ser necessário fazer para garantir a segurança de qualquer cidadão que venha de outro país, porque aqui são tão bem acolhidos como os portugueses. Garantimos a segurança durante o estado de Emergência e continuamos a garanti-la hoje. Quem vier estará em segurança com todas as condições prestadas em termos de saúde e de segurança», afirmou Jamila Madeira.

No diálogo com as autoridades britânicas, assim como com outros países que emitem turistas para Portugal, a governanta sublinhou que «a observação da nossa realidade seja vista como é, dinâmica. Portanto, que a revisão seja feita em permanência. Cabe-nos a todos ter-mos um comportamento que permita evoluir de maneira a que as autoridades diplomáticas, ou de saúde, quando chegam juntos dos outros Estados, possam demonstrar, com números, também, e com a confiança que vivemos no território a realidade e a confiança que podem transmitir aos seus concidadãos».

«É esse trabalho que fazemos, queremos e temos estado a trabalhar para ter uma rede reforçada de capacidade laboratorial, de capacidade de medicina intensiva e de segurança, desde o primeiro dia. Após o desconfinamento não fizemos de maneira diferente, continuámos a fazê-lo. Agora, quando surgem questões em que as medidas de Portugal são vistas por outros países como inadequadas ou menos boas, nós temos de demonstrar que não é assim e por isso todos os dias temos de trabalhar para obter melhores resultados e melhores números», afirmou.

Questionada sobre quando haverá uma revisão da situação, Madeira revelou que a informação que possui, é que a mesma seja «periódica, com uma regularidade acentuada e que dependerá da evolução da situação do país».

Nesse sentido, a secretária de Estado voltou a reforçar a mensagem à população: «todos os dias, cada um de nós é um agente de segurança e de saúde pública. É importante que todos os dias, todos, governo e portugueses, continuem a fazer tudo. Somos todos responsáveis pelo nosso país».

Por fim, a socialista dirigiu as suas palavras aos turistas. «O Algarve é uma região segura e Portugal é um país seguro. Podem continuar a visitar-nos. Podem continuar a contar com um SNS reforçado, forte e em que todos os investimentos que estavam previstos antes desta pandemia, não pararam. É verdade que sofreram algumas derrapagens em termos de calendário, mas ainda assim não pararam».

Madeira não confirma nomes da nova administração do CHUA

Jamila Madeira, secretária de Estado Adjunta e da Saúde reuniu com o conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), em Faro na manhã de hoje, segunda-feira, dia 29 de junho.

Apesar do mandato da anterior administração, liderada por Ana Paula Gonçalves, ter terminado no passado mês de dezembro, até ao momento, ainda não há confirmações por parte do governo sobre qual a pessoa que a irá substituir, nem quais os membros da equipa.

O processo chegou a estar previsto para o mês de abril, mas devido à COVID-19 teve de ser adiado, sem data definida ainda.

Jamila Madeira foi questionada pelos jornalistas sobre essa temática, ao qual respondeu que «será oportunamente comunicado por parte da ministra responsável por todas as nomeações dos Centros Hospitalares. Enquanto os nomes não saírem em Diário da República, não serão confirmados pela ministra e não me cabe a mim comunicá-los. Mas em resultado do fim do mandato, naturalmente teremos sempre um novo conselho de administração. Se é uma recondução do atual conselho, cabe à ministra comunicar».