IPMA interdita apanha de moluscos bivalves devido à maré vermelha

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No quadro da atividade do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) de monitorização de biotoxinas marinhas em moluscos bivalves, e face ao aparecimento da maré vermelha na zona de Faro/Praia da Falésia, procedeu-se hoje à intensificação da amostragem de água para identificação de fitoplâncton tóxico.

O IPMA reforçou também a colheita de amostras regulares de bivalves para a pesquisa de biotoxinas marinhas que efetua nas zonas afetadas.

Estão a ser realizadas análises para identificar a espécie de microalga em causa e avaliar a sua toxicidade.

A apanha e comercialização de moluscos bivalves vivos nas zonas de produção L7c2 – Litoral Lagos – Albufeira e L8 – Litoral Faro-Olhão (conquilha) já se encontrava interdita por toxinas lipofílicas.

O IPMA procedeu adicionalmente, a título preventivo , à interdição da apanha e comercialização na zona L8 para as restantes espécies de moluscos bivalves devido à maré vermelha.

Assim que identificada a espécie de fitoplâncton presente nas águas, e caso se verifique existirem valores próximos do limite permitido para a concentração de microalgas tóxicas na água em zonas de produção de moluscos bivalves, será avaliada a interdição cautelar de outras zonas limítrofes e que possam ser afetadas.

Para efeito da avaliação desta situação, o IPMA está em contacto permanente com a Administração de Recursos Hídricos do Algarve da Agência Portuguesa do Ambiente.