Intercetados 28 migrantes marroquinos na ilha Deserta em Faro

  • Print Icon

Comando-local da Polícia Marítima de Faro e a Guarda Nacional Republicana (GNR) intercetaram hoje 28 migrantes marroquinos que chegaram à ilha Deserta, em Faro, a bordo de uma embarcação sobrelotada.

​O alerta foi recebido através da linha de emergência 112, a dar conta de movimentos suspeitos junto à ilha Deserta, tendo o Comandante-local da Polícia Marítima de Faro Fernando Rocha Pacheco, enviado os meios para o local.

Chegados ao local, os elementos da Polícia Marítima, juntamente com os elementos da GNR, detetaram e intercetaram os 28 migrantes no areal, dos quais 24 homens, três mulheres (uma grávida) e uma criança.

Na Deserta estiveram, pelo menos, 18 elementos da Polícia Marítima, apoiados por quatro embarcações e outros meios.

A embarcação na qual os 28 migrantes chegaram à ilha Deserta tem cerca de sete metros e é semelhante às usadas nos outros cinco desembarques ilegais registados na região desde dezembro, e foi apreendida.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) foi contactado e está no terreno.

A Deserta tem apenas um habitante e um restaurante.

Alguns dos migrantes puseram-se em fuga depois de terem desembarcado.

O grupo está agora no Cais Comercial de Faro, seguindo depois para a base de apoio logística da Proteção Civil, em Quarteira.

Ali os migrantes farão análises para despiste à COVID-19 e ficarão alojados, uma vez que os centros de acolhimento para migrantes estão cheios.

Este é a sexta leva de migrantes oriundos de Marrocos, nos últimos meses. Com mais estes Portugal estará a acolher cerca de uma centena de migrantes chegados ilegalmente ao Algarve.

O último caso envolvendo um desembarque de migrantes na costa algarvia ocorreu em julho, quando um grupo de 21 homens, alegadamente marroquinos, desembarcaram na Ilha do Farol, também no concelho de Faro.

A ilha Deserta fica a cerca de 20 minutos de barco de Faro.