Grand House Hotel está a dar «um ritmo diferente» a VRSA

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Abertura da unidade de cinco estrelas tem atraído visitantes e impulsionado projetos de qualidade em Vila Real de Santo António (VRSA) diz a diretora Marita Barth.

O espírito alegre e enérgico da alemã Marita Barth Rodrigo y Corral, 48 anos, diretora do recém-inaugurado hotel de cinco estrelas Grand House Algarve, no coração de Vila Real de Santo António, encaixa na perfeição com o conceito da belle époque e dos anos 1920 que renasceu naquele que é um dos mais antigos hotéis do Algarve.

Há 19 anos em Portugal, fala um português eloquente, e desde fevereiro de 2019 que coordena os destinos da única unidade de cinco estrelas de Vila Real de Santo António, onde coordena uma equipa de 70 pessoas.

A responsável refere que encontrou no Grand House o projeto profissional com o qual mais se identifica. «Encantei-me logo pela filosofia. E porque adoro storytelling fiquei imensamente entusiasmada com a história do edifício».

«Identifiquei-me a 100 por cento com este conceito, e por este estilo de vida dos anos 1920, em que o importante é viver as coisas boas da vida. Daí surge o nosso slogan Ain’t life grand? É a mensagem que queremos transmitir aos clientes», revela.

«Exaltamos a arte de bem viver e localizado dentro de uma cidade é único. Não conheço nenhum outro hotel com estas características», afirma.

«Com a inauguração do Grand House, os comerciantes ganharam outro estímulo. Esta abertura fez mexer novos e bons projetos de investimento. Sendo esta a cidade do Iluminismo, conhecida pelos seus visionários, espero sinceramente que as grandes ideias estejam a voltar», diz Marita Barth

«Ter esta vista para o Guadiana, perto da marina, mas a apenas dois quilómetros da praia, e um moderno beach club é um conceito complexo mas muito especial. É muito interessante poder fazer esta viagem no tempo, entre os anos 1920 e o século XXI», garante ao «barlavento».

Uma das histórias que Marita Barth gosta de partilhar com os seus hóspedes é a do conto «Hotel Anaidaug», do autor vila-realense Fernando Pessanha, editado em 2013, que descreve o edifício como «um interessante exemplar de arquitetura art nouveau […] projetado pelo arquiteto suíço Ernesto Korrodi, construído entre 1918 e 1921, e inaugurado em 1923».

O escritor conta a história de um marinheiro que chegou à cidade numa noite de tempestade, e que pernoitou no hotel de onde nunca mais partiu, misturando ficção e realidade.

Barth considera que Vila Real de Santo António «está a ganhar um ritmo diferente» após a reabertura desta unidade.

«Com a inauguração do Grand House, os comerciantes ganharam outro estímulo. Esta abertura fez mexer novos e bons projetos de investimento. Sendo esta a cidade do Iluminismo, conhecida pelos seus visionários, espero sinceramente que as grandes ideias estejam a voltar. Por minha vontade, quero voltar a colocar esta cidade no mapa. Recuperá-la, tal como recuperámos este edifício, porque tem um enorme potencial».

«Este grand style misturado com urban beach onde exaltamos a arte de bem viver, localizado dentro de uma cidade é único. Não conheço nenhum outro hotel com estas características», conclui.

O hotel tem 31 quartos sendo 15 duplos, três suites e 13 quartos individuais, e os preços por noite rondam 200 aos 1080 euros (suite presidencial em época alta).

Marita Barth, diretora do Grand House Hotel.

Percurso profissional em Portugal

«Sempre passei férias com os meus pais no sul da Península Ibérica. Aos 14 anos disse aos meus professores que iria viver em Portugal, um país sobre o qual sempre tive um grande fascínio. Tal era a minha convicção», recorda Marita Barth Rodrigo y Corral, diretora do recém-inaugurado Grand House Algarve, no coração de Vila Real de Santo António.

Aos 19 anos, trocou a Alemanha por Portugal durante alguns meses, e trabalhou como relações públicas em Albufeira.

«Foi o melhor tempo da minha vida», recorda. Mas Marita era proveniente de uma família «académica» e, por isso, regressou à Alemanha para iniciar os estudos universitários.

Formou-se em Hotelaria, Gestão de Empresas e Marketing de Turismo, e passou «por todos os departamentos de um hotel para perceber como tudo funciona».

Acabaria por concretizar o sonho de se mudar definitivamente para o Algarve, em conjunto com o seu atual marido, em 2000.

Desde o início do milénio, percorreu alguns dos mais conceituados hotéis de cinco estrelas da região. Colaborou durante 10 anos com o Vila Vita Parc, em Porches, e na Herdade dos Grous, no Alentejo, onde ajudou a «estabelecer e desenvolver os vinhos e a marca associada», e implementou de forma pioneira uma das primeiras unidades de enoturismo na região.

Foi depois convidada para integrar a equipa do Cascade Wellness & Lifestyle Resort, em Lagos, onde fez a abertura do hotel, participou na criação da equipa e no lançamento do produto, e ainda no Vila Joya, em Albufeira, onde aprendeu muito sobre alta cozinha.

«Gostei imenso de todos os projetos por onde passei. Mas, devido à minha personalidade, sinto uma constante necessidade de aprender sobre coisas novas e abraçar novos desafios profissionais».

Foi graças a esse espírito empreendedor que surgiu a oportunidade de iniciar um projeto «diferente de tudo o que já tinha feito», na cidade da foz do Guadiana.