Feira de Caça e Pesca muda-se para Albufeira e ganha Turismo de Natureza

  • Print Icon

Depois de Loulé, do Estádio do Algarve e de Tavira, o certame é agora organizado na Marina de Albufeira, entre os dias 5 e 7 de julho, com uma nova faceta.

Na apresentação à imprensa da 23ª Feira de Caça, Pesca, Turismo e Natureza, decorrida na sexta-feira, 24 de maio, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira revelou que, se há algo que a organização desta feira tem mostrado, é que Albufeira «necessita de um parque de feiras e exposições».

De facto, Vítor Palmilha, presidente da Federação de Caçadores do Algarve, assumiu a dificuldade em «arranjar um espaço compatível com a dimensão do evento, principalmente num mês tão complicado como é julho».

Vítor Palmilha e José Carlos Rolo.


Surgiu a Marina de Albufeira, ideal «por ser afastada da confusão do centro e com mobilidade agradável, e por estar tão perto do mar». Da parte da administração da Albumarina, representada por João Amaral, a promessa foi de «total empenho», e o manifesto desejo que «estes eventos se repitam mais vezes»

O dirigente da coletividade de caçadores, Vítor Palmilha, estima uma enorme adesão, tendo já garantida a presença de «muitos galegos, andaluzes e também bascos», e revelou aos presentes alguns pormenores sobre o certame, que terá entrada livre.

Serão 2100 metros quadrados de área coberta, aos quais se acrescentam todos os stands exteriores. Haverá mostras de raças autóctones algarvias, uma exposição de viaturas agrícolas, tasquinhas de comida e de bebida, mostras de 16 matilhas que perfazem 250 cães, atividades equestres, apresentações de livros, concursos de mel e de doçaria e ainda de matilhas, um stand da PSP onde será feita a renovação da licença de uso e porte de arma e visitas oficiais.

A 23ª Feira de Caça, Pesca, Turismo e Natureza, decorrerá de 5 a 7 de julho na Marina de Albufeira.

Junta-se a animação musical, com um concerto de Richie Campbell no dia 5 de julho, e de António Zambujo no dia seguinte, e ainda um rol alargado de competições: a Taça de Portugal de Tiro aos Pratos, disputada no Campo de Tiro de Paderne; uma Taça de Dressage; uma Taça de Caça «José Maria Seromenho» e uma Taça de Obstáculos.

A representar a Federação de Caçadores do Algarve esteve também Fernando Medronho, presidente da Assembleia Geral, que revelou a «satisfação dos caçadores do barlavento algarvio» por esta organização numa cidade mais central do Algarve.

Na comitiva que deu os primeiros pormenores sobre esta exposição, não faltou Joaquim Castelão Rodrigues, o novo diretor regional do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que, à frente deste cargo, espera «fazer um bom trabalho» e «trazer mais decisões para a região».

Joaquim Castelão Rodrigues, o novo diretor regional do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ao centro).

Sobre a feira, elogiou a perspicácia da organização «ao acrescentar a natureza e o turismo», e a escolha do local: «a serra vem, literalmente, para junto do mar».

Um dos parceiros de grande importância na organização deste certame é a Direção Regional de Agricultura do Algarve, e o seu diretor, João Pedro Valadas Monteiro, considera que uma das formas de evolução do turismo é «diferenciar o produtor».

Para o diretor regional, é isto que a Feira faz, «atraindo outro tipo de público e enriquecendo muito a oferta». Valadas Monteiro considera que o Algarve «não é só litoral, há que puxar pelo interior e mostrar o que de bom se faz no agroalimentar e no artesanato algarvio», e revelou ainda o repto que lançou a Vítor Palmilha: «desafiei-o a que organizássemos um colóquio onde falassem entre si os atores da citricultura e os agentes do turismo regional, para mostrar a importância de um entrosamento entre o turismo e o setor primário».

A resposta, essa, foi positiva, e o debate vai mesmo acontecer, carecendo ainda de mais detalhes. «A região tem muito a ganhar se aliar a excelência dos equipamentos turísticos aos saberes, sabores e tradições do interior algarvio», rematou João Pedro Valadas Monteiro.