Faro tem uma mini floresta no centro da cidade para visitar até setembro

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O Largo da Pontinha é, até 8 de setembro, palco de uma exposição dedicada à floresta com várias experiências que mostram importância das árvores na biosfera. A entrada é gratuita.

Como funciona uma árvore? Como se forma o húmus? Que utilidades tem a madeira? «A Floresta. Muito Mais do que Madeira», uma exposição da Fundação «la Caixa» e do BPI, pretende responder a todas estas perguntas.

A inauguração decorreu na quarta-feira, dia 10 de junho, no Largo da Pontinha e contou com a presença de José Pena Amaral, administrador da Comissão Executiva do Conselho de Administração do BPI, Marta Vallejo, diretora da Fundação «la Casa» e Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro

«Esta exposição tem um grande valor didático porque estamos a tratar de um património em que Portugal é muito rico, mas que nem sempre trata bem. O país tem um problema na gestão da sua floresta, com os incêndios florestais. Conhecer melhor como as florestas funcionam é, a nosso ver, uma boa maneira de ajudar na prevenção desse flagelo. Esse é o nosso legado, deixar que as pessoas tenham um contacto com a floresta pedagógico, didático e que percebam que defender a floresta é importante para o futuro» referiu José Pena Amaral no uso da palavra.

Também o presidente da autarquia deixou uma mensagem a todos os presentes.

«Este é um tema que por boas e más razões está na ordem do dia. A sustentabilidade do planeta já está nas agendas e passa obrigatoriamente pela gestão dos recursos naturais, incluindo as florestas. Só temos este planeta e tem de haver uma sensibilização de todos nós. Esperemos que aqui em Faro, os nossos jovens e adultos possam daqui beber estes princípios, tirar ilações e ter atenção nas atitudes que têm», referiu Rogério Bacalhau.

A exposição está dividida em três partes distintas, como explicou o curador Paulo Magalhães.

A entrada centra-se na organização hierárquica dos diferentes níveis de vida, desde a biosfera até ao nível microscópico.

Ao mesmo tempo, é feita uma viagem pelos diferentes elementos dos ecossistemas florestais. A segunda parte mostra como é constituída uma árvore, como se compõe a madeira e como é que as alterações climáticas as afetam.

Por fim, evidenciam-se os usos que as florestas tiveram ao longo dos anos e qual o seu papel na atualidade.

Segundo o que o curador revelou ao «barlavento», «a exposição aborda muito mais temas além das espécies da floresta. Aqui percebemos todos os níveis das suas funções. O objetivo é que o visitante perceba o quanto precisamos de árvores e o impacto que as mesmas têm na nossa qualidade de vida».

Ao longo do espaço, o visitante é rodeado de vídeos, fotografias, livros, esculturas e tem até a oportunidade de realizar diversas experiências «como a proteção do solo, a função de esponja, ou a evapotranspração», detalhou Paulo Magalhães.

«Queremos que as pessoas possam perceber as funções variadas de uma árvore através das experiências. Esta exposição faz uma ligação forte com o visitante e ensina coisas que normalmente não são faladas. Esta é uma exposição em jeito de homenagem».

Além disso, no meio de várias representações de espécies, o destaque vai para um dos cinco exemplares excecionais do país, a Azinheira do Porto das Covas, em Loulé.

Por fim, o curador contou ainda ao «barlavento» que pretende «abrir consciências para que seja investido dinheiro nas florestas algarvias, através da reflorestação com espécies autóctones».

A sua inspiração para a curadoria? «A própria natureza», concluiu.

A exposição está patente até ao dia 8 de setembro com entrada gratuita.

Esta é a primeira exposição itinerante da Fundação «la Caixa» em Portugal, adaptada à realidade nacional, que visitou já oito cidades, num total de mais de 100 mil visitantes.

Uma das mais bem sucedidas foi a que decorreu em Portimão, no verão de 2018.