Farense deu boa réplica mas perdeu frente ao Benfica (3-2)

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Tarefa não era fácil mas Farense jogou bem, chegou a dominar vários períodos do encontro e acabou injustamente derrotado pelo Benfica.

Sérgio Vieira apostou em Amine no lugar do Mansilla, certamente para dar maior consistência ao miolo nesta difícil deslocação ao terreno de um dos maiores candidatos ao título.

E a verdade é que até foi o Farense a entrar com mais perigo: num livre lateral cobrado por Lucca, aos cinco minutos, a bola andou a saltitar pela área encarnada sem que ninguém conseguisse emendar para o golo.

Depois, pegou no jogo o Benfica. Primeiro, foi Darwin a proporcionar uma boa defesa a Defendi (8′). Já aos 15 minutos, as águias abriram mesmo o marcador. Rafa aproveitou uma má saída da defesa Farense, progrediu com a bola e assistiu Pizzi, que no coração da área atirou a contar.

O Farense tentou responder ao minuto 28 com um cabeceamento de Stojilkjovic, mas Vlachodimos negou os intentos algarvios com uma boa defesa.

O avançado sérvio voltou a assustar o guardião grego ao minuto 36, quando Vlachodimos, perdido na passividade, ia dando a chance de Stojilkjovic colocar a bola na baliza encarnada.

O regresso do intervalo trouxe um Farense com vontade de marcar e, logo ao minuto 52, dispôs de soberana oportunidade. Otamendi cometeu falta sobre Stojilkjovic e, na conversão, Ryan Gauld falhou, mas a recarga levou a bola para o fundo das redes. No entanto, houve ordem para repetir. Aí, o escocês claudicou novamente, com Vlachodimos a defender para canto. O guardião pecou, e ainda tirou dividendos disso.

E havia de se fazer história na cobrança do dito, aos 54 minutos: é que, 18 anos depois, o Farense voltou a marcar na Primeira Liga. Foi Lucca a entrar de rompante, para cabecear rumo ao fundo das redes do Benfica.

Os Leões de Faro queriam fazer ouvir o seu rugido e não tiraram o pé: pouco depois, aos 59 minutos, após um mau alívio resultante de um cruzamento de Lucca, Ryan Gauld assistiu Fabrício Isidoro que rematou para o segundo. No entanto, o VAR acabou por anular o golo – Gauld estava em offside. O lance deixou muitas dúvidas – é que o escocês estava realmente adiantado, mas ficam dúvidas sobre quem toca na bola para o jogador algarvio.

A turma de Sérgio Vieira estava moralizada e Stojilkjovic voltou a colocar Vlachodimos à prova, com um cabeceamento que o grego travou com uma grande defesa (62′).

O Benfica estava a ter uma noite complicada, e só aos 77 minutos conseguiu dar um ar da sua graça – foi Pedrinho a rematar, mas Defendi…defendeu. Este lance acabou por dar o tónico para o segundo golo dos anfitriões. Grimaldo cruzou com precisão e Seferovic, de cabeça, voltou a adiantar as águias no marcador (79′).

Aos 82, o mesmo Seferovic ampliou a vantagem do Benfica. O Farense ainda tentou remar contra o resultado negativo, demasiado penalizador para uma exibição bastante bem conseguida.

Já em período de compensação, Patrick Fernandes reduziu distâncias e colocou o resultado no 3-2 final. O Farense, apesar de boas exibições, ainda não conseguiu somar pontos nesta edição do campeonato.

Na próxima jornada, a quarta da Liga NOS, disputada nos dias 17 e 18 de outubro, o Farense recebe um Famalicão. O jogo ainda não está agendado.