«Comida Esquecida» é novidade na quarta edição do 365 Algarve

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O programa de animação cultural em época baixa 365 Algarve vai regressar em outubro com oito meses de intensa programação.

Três anos depois de ter sido lançado pelas áreas governativas da cultura e da economia, a quarta edição do 365 Algarve traz novas propostas artísticas, prevê mais atividades ao ar livre e uma agenda que promove os saberes e usos de um Algarve pouco conhecido.

Nesta edição, que decorre entre outubro de 2019 e maio de 2020, haverá mais de 400 eventos em todos os concelhos do Algarve, que aprofundam o cruzamento entre a cultura e o turismo.

Quase metade dos projetos apoiados são novos face à última edição.

Destaca-se, por exemplo, a estreia do Festival da Comida Esquecida/Forgotten Food Festival que propõe aos visitantes piqueniques inspirados nos anos 1930 e 1940, por iniciativa da QRER – Cooperativa para o Desenvolvimento dos Territórios de Baixa Densidade.

Experiências culinárias em locais monumentais do Algarve, passeios nas hortas com recolha de alimentos e aulas de cozinha, e uma festa de encerramento dedicada à comida das famílias algarvias, são os ingredientes deste novo evento.

Outra novidade é Out (In)Verno irá ligar as artes à divulgação da ciência, com uma proposta de concertos temáticos, caminhadas e oficinas científicas.

E o A(prender-me) no Algarve trará oito experiências em carrinhas «pão de forma» para mostrar o Algarve tradicional e os ofícios locais.

Na 4ª edição, o 365 Algarve mantém eventos de referência, como o Lavrar o Mar, o Festival do Contrabando, o Jazz nas Adegas ou o Luza, que troca Loulé pela capital da região, Faro.

A Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, considera que «o 365 Algarve tem sido um instrumento importante para alargar o turismo ao longo de todo o ano no Algarve, criando oferta cultural na época baixa, através de uma programação conjunta cultura e turismo».

«Estes 400 eventos que ocorrerão na época baixa são motivos adicionais para promover o Algarve como um destino todo o ano, atenuando a sazonalidade», considera a governante.

Por sua vez, a Secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, destaca que «a programação prevista para a 4ª edição do 365 Algarve reforça que a Cultura é a peça-chave para descobrir outro Algarve depois do verão, numa ligação estreita entre o património natural e cultural, recuperando trilhos e memórias».

Na 4ª edição, o 365 Algarve mantém eventos de referência, como o Lavrar o Mar, o Festival do Contrabando, o Jazz nas Adegas ou o Luza, que troca Loulé pela capital da região, Faro.

«Trata-se de uma programação cultural de excelência, que contribui para combater a sazonalidade, reforçar a coesão do território, ao atrair milhares de visitantes, e levar Portugal ao mundo no que o país tem de melhor e de diferenciador: a cultura», remata a governante.

Criado e dinamizado pelas áreas governativas da cultura e da economia, o programa 365 Algarve nasceu em 2016 para melhorar a atratividade e a experiência turística em todos os municípios da região, atenuando a sazonalidade através de uma programação cultural de qualidade.

Desde a primeira edição, realizaram-se mais de 1500 eventos e ultrapassaram-se os 377 mil espetadores.

O investimento anual é de 1,5 milhões de euros.