BE questiona governo sobre os despedimentos da Ryanair em Faro

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Os deputados João Vasconcelos, Isabel Pires e José Soeiro, do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) questionaram o governo, através dos Ministérios das Infraestruturas e Habitação, e do Emprego, Solidariedade e Segurança Social sobre despedimentos e incumprimentos contratuais praticados pela companhia aérea Ryanair no aeroporto de Faro.

Como veio a público, foram despedidos 75 trabalhadores, ontem, 8 de janeiro, que trabalhavam para a low cost irlandesa Ryanair no Aeroporto de Faro.

Por outro lado, esta empresa não pagou todos os subsídios de férias e de natal, além de ter exercido cortes salariais sobre os seus trabalhadores, não cumprindo assim a legislação portuguesa.

O Bloco de Esquerda quer saber se o despedimento de trabalhadores implicará o encerramento da base da Ryanair no aeroporto de Faro, ou será apenas uma redução da referida base? E quais as consequências destas medidas para o sector da atividade turística na região do Algarve?

Por outro lado, o BE pergunta se o governo vai interceder junto da companhia aérea Ryanair para que esta cumpra integralmente a legislação portuguesa no âmbito dos direitos do trabalho, pagando a todos os trabalhadores, incluindo os que foram despedidos, nomeadamente, subsídios e retroativos e repondo os cortes salariais que tenham ocorrido? De quer forma irá atuar o governo neste âmbito?

O BE questiona ainda se a Ryanair comunicou ao governo, antecipadamente, que iria promover a redução de pessoal na sua base no aeroporto de Faro? E qual a justificação? Houve alguns contratos (incluindo contrapartidas), anteriormente assinados entre a Ryanair e o governo?

Por fim, o Grupo Parlamentar do BE questiona ainda a tutela sobre se governo conhecimento se a Ryanair irá promover mais redução de pessoal, alteração ou supressão de rotas, ou outras medidas nas suas bases de Faro, Porto, Lisboa, ou Açores, no futuro?