Barragens do Algarve sem melhorias há 20 meses

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A pouca chuva que caiu em outubro não foi suficiente para aliviar a «pressão» nas barragens do Algarve. Região continua em seca severa.

O Algarve continua em situação de seca severa e a pouca precipitação que caiu no mês de outubro não foi suficiente para aliviar a «pressão» nas barragens da região.

Segundo os dados disponibilizados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no início de novembro, na plataforma online do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), as barragens de Arade, Odelouca, Bravura, Beliche e Odeleite, durante outubro, perderam em média 3,2 por cento da sua capacidade máxima de armazenamento.

No final de setembro, a água armazenada correspondia a entre 30 e 40 por cento, valor inferior ao normal para a época do ano, que se situa entre os 50 e os 65 por cento.

Esta última média é calculada com base nos dados registados desde 1990 para as barragens do Arade, Bravura e Beliche, e com base nas séries completas para as restantes barragens.

Os dados disponíveis e as estatísticas mostram que a precipitação que cai em outubro, mês que marca o início do ano hidrológico, é, algumas vezes, suficiente para marcar também o início do aumento das reservas de água nas barragens.

No entanto, não foi isto que aconteceu em 2019. Em bom rigor, o decréscimo ininterrupto nas barragens algarvias começou em meados de 2017. Os dados mostram, de forma clara, essa tendência, mês após mês, sem que se verificasse o expectável aumento, entre novembro de 2017 e abril de 2018. Em geral, é nesse intervalo de seis meses que as barragens conseguem recuperar as suas reservas de água e atingir os picos máximos no armazenamento anual.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na sua previsão mensal para o continente divulgada online a 28 de outubro, prevê, para o Algarve, uma precipitação ligeiramente acima do normal na semana de 4 a 11 de novembro, e uma precipitação dentro do normal para a época na segunda quinzena.

Embora com otimismo moderado, é de esperar que esta situação de armazenamento nas barragens algarvias se venha a alterar em breve, encerrando-se então um longo período de 20 meses sempre a perder água.