Aprovada a pré-candidatura de Paderne ao projeto «Aldeias de Portugal»

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Autarquia tem agora dois anos para preparar a candidatura ao título.

Paderne, no concelho de Albufeira, é uma das quatro aldeias algarvias que viram aprovada a sua pré-candidatura com vista a integrar o projeto «Aldeias de Portugal», juntando-se a Alte, em Loulé, Cachopo, em Tavira, e Parises, em São Brás de Alportel. Agora, o município de Albufeira e a In Loco têm dois anos para preparar a candidatura ao título.

O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo, «satisfeito» com a notícia, referiu que «se trata de mais um motivo de orgulho para o concelho», recordando que já em 2017 Paderne foi finalista do concurso «7 Maravilhas de Portugal», na categoria Aldeia Rural.

«Paderne é uma freguesia com enorme potencial turístico, sob o ponto de vista dos recursos naturais e paisagísticos, mas também pelo seu legado histórico, patrimonial e cultural, tão rico em tradições, usos e costumes que é necessário preservar e transmitir às futuras gerações», sublinhou o autarca.

José Carlos Rolo enalteceu ainda «a importância do projeto, não só sob o ponto de vista promocional e da valorização do património local, mas sobretudo pelo que significa em termos da fixação e rejuvenescimento das populações, reforço da identidade cultural, criação de emprego e melhoria da qualidade de vida dos habitantes» de Paderne.

Recorde-se que o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos anos, no âmbito da rede das Aldeias de Portugal, tem apoiado o desenvolvimento e a requalificação de aldeias, nomeadamente através do financiamento da recuperação de fachadas de edifícios, investimento em infraestruturas públicas, criação de alojamento turístico, oficinas de artes e ofícios, postos de venda, tabernas, restaurantes, formação/sensibilização da população e agentes económicos, bem como de atividades culturais e de animação.

O projeto «Aldeias de Portugal» é uma iniciativa da ATA – Associação do Turismo de Aldeia, criada em 1999, atualmente constituídas por 83 aldeias classificadas e integradas nos territórios de intervenção das 15 Associações de Desenvolvimento Local da região norte do país.

É composta por vários grupos de ação local (GAL) que se reuniram em rede, conjugando esforços com vista à dinamização e promoção turística dos respetivos territórios, associada à valorização dos recursos endógenos locais e regionais. O projeto continua a crescer, «gerando receitas significativas».

Reconhecendo as potencialidades do conceito, a Associação In Loco juntou-se à parceria com vista a alargar a rede nacional ao Algarve, nomeadamente ao território do Grupo de Ação Local «Interior do Algarve Central».