ANAC esclarece cidadãos que querem banir dos céus de Albufeira os aviões em aproximação a Faro

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Na sequência de várias reclamações apresentadas por diversos cidadãos, relativas ao alegado sobrevoo de aeronaves na zona de Albufeira, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), entidade responsável pelo sector da aviação civil em Portugal, realiza na segunda-feira, 1 de abril, às 14h30, uma sessão de esclarecimento, na sede da Região do Turismo do Algarve, em Faro.

A sessão, aberta ao público, contará com a presença de técnicos desta entidade, da ANA – Aeroportos e da NAV Portugal, com vista a elucidar os interessados sobre a operação das aeronaves que descolam e aterram do Aeroporto de Faro.

A polémica remonta a, pelo menos, dezembro de 2017, quando um grupo anónimo de cidadãos começou a enviar reclamações por e-mail para a NAV, empresa que gere o tráfego aéreo em Portugal, e para a Torre de Controlo do Aeroporto de Faro, a exigir a interdição dos voos comerciais por cima do núcleo antigo de Albufeira.

Tal acontece quando a pista 10 do Aeroporto de Faro está em funcionamento, embora os aviões em aproximação final, antes de aterrarem, sobrevoem a cidade a uma altitude considerável (entre 3000 a 4000 pés, ou mais), e por isso, o incómodo seja quase imperceptível.

Num de vários e-mails de protesto a que o «barlavento» teve acesso, datado de 22 de novembro, o reclamante queixou-se que «esta manhã fui acordado às 7h30 por um avião voando baixo. Eu tenho (desde?) então tampões inseridos nos ouvidos».

Outros argumentos que motivam a impopularidade da aviação em Albufeira, publicados na rede social facebook, tem a ver com o facto que «a querosene destrói as nossas casas antigas, igrejas e museus e envenena os nossos pulmões».

A solução, segundo a auto-proclamada iniciativa «NENHUMA aeronave sobre o centro histórico de Albufeira» é que as rotas de aproximação a Faro sejam desviadas para um corredor sobre o mar, mantendo pelo menos dois quilómetros de distância paralela à Praia do Peneco.

A verdade é que as reclamações têm sido tantas, que as autoridades decidem agora convocar uma sessão pública de esclarecimentos.

Em nota de imprensa enviada hoje, segunda-feira, 11 de março, o Conselho de Administração da ANAC convida todos os cidadãos a participar, de modo a auscultar e a clarificar a comunidade no que respeita a esta matéria.