46ª Volta ao Algarve em Bicicleta terá «o melhor pelotão de sempre»

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Estradas da região vão ver disputada, de 19 a 23 de fevereiro, mais uma edição da Algarvia. Portugal estará representado por oito equipas continentais na 46ª Volta ao Algarve em Bicicleta. «Estamos a construir uma corrida com poucos meios, mas que é um sonho», disse Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo.

«Vamos ter espetáculo garantido com campeões». Foi assim que Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), deu o tiro de partida para a 46ª edição da Volta ao Algarve em Bicicleta, apresentada na manhã de hoje, terça-feira, 4 de fevereiro, na sede da Região de Turismo do Algarve (RTA), em Faro.

Ao todo, vão pedalar pela região mais de 175 corredores, provenientes de 25 equipas, onde se destacam 12 coletivos do World Tour e cinco conjuntos ProTeam. Entre os participantes, destacam-se o português Rui Costa, que não competia nesta prova desde 2014, o campeão europeu de estrada Elia Viviani, da Cofidis, ou o campeão europeu de contrarrelógio, Rohan Dennis, da Team INEOS.

A estes, juntam-se nomes como Geraint Thomas, que já venceu o Tour de France em 2018 e a Algarvia em 2015 e 2016, e André Greipel, ciclista em atividade com mais vitórias no mundo.

Mas a lista é extensa. São 25 corredores do top mundial a correr o Algarve em duas rodas.

O local da apresentação não foi escolhido ao acaso. A RTA e a Associação de Turismo do Algarve (ATA) investem, em conjunto, «cerca de 300 mil euros na transmissão televisiva e divulgação deste evento, que é um importante cartaz de promoção da região», segundo explicou aos jornalistas João Fernandes.

O presidente de ambas as instituições revelou ainda que a Volta será transmitida pela TVI 24 e Eurosport, chegando «a mais de 80 países e a 150 milhões de lares. Uma capacidade de comunicação fabulosa para mostrar este fabuloso destino. No último ano, em território nacional, tivemos 25 horas de visibilidade, com um retorno de investimento mediático superior a nove milhões de euros».

A prova chegará assim, pela televisão, a toda a Europa, mas também à Austrália, América Latina e Ásia.

Já online, chegará a 20,8 milhões de interessados: este é o número que totaliza os seguidores, nas redes sociais, das equipas e dos ciclistas presentes nesta competição.

O dirigente do turismo algarvio considera que o cycling «tem sido um fator de diversificação de oferta e de procura numa época baixa. Hoje há várias pessoas a andar de bicicleta no Algarve. Estamos a acompanhar uma tendência internacional».

Para João Fernandes, «o desporto tem sido fator essencial de visita à região. Estamos todos prontos para pedalar!».

Já Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, entidade responsável pela prova, afirma que se trata de «um evento de excelência e de grande qualidade», que «com imagens de profunda beleza, que prestigiam Portugal enquanto destino turístico».

«Este ano estamos, talvez, perante o melhor pelotão de sempre da Volta ao Algarve, com uma nuance jovem». Para este responsável, a prova «está num ponto interessantíssimo, com corredores para todos os tipos de corrida». E dos algarvios, o que esperar? Delmino Pereira responde que «Amaro Antunes, da W52 – FC Porto, vencedor da etapa do Malhão em 2017, está em grande nível. E também temos o João Rodrigues, vencedor da Volta a Portugal».

Malhão que, de resto, não vai encerrar esta 46ª edição da Algarvia, sendo a meta da 4ª etapa. O dirigente da FPC não deixou de explicar o motivo: «foi uma opção de natureza desportiva, também relacionada com as celebrações do domingo de Carnaval em Loulé. Tivemos de fazer um acerto, aceite por todos».

Delmino Pereira ainda deixou escapar que «estamos a construir uma corrida com poucos meios, mas que é um sonho. Todos os anos, quando termina e vou para o norte, já estou com saudades e ansioso pela próxima edição».

Também presente na apresentação, Custódio Moreno, diretor regional do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), catalogou o ciclismo como «a festa do desporto na rua». Moreno lembrou ainda que o ciclismo é «uma modalidade difícil de desenvolver. 70 por cento dos nossos jovens, no primeiro ciclo, não sabem andar de bicicleta. E nem dá para entrar com a bicicleta nessas escolas. Isso devia ser debatido. É preciso investir, porque o futuro é hoje», disse.

Nesse sentido, nesta edição da prova, desenvolve-se a iniciativa «Ciclismo vai à Escola», que permitirá o contacto das crianças de várias escolas com a bicicleta e com atletas de referência da modalidade. Está prevista acontecer nos locais de partida das três primeiras etapas (Portimão, Sagres e Faro).

Junta-se o Passeio da Família, na quarta etapa, em Albufeira, que pretende estimular o convívio intergeracional entre amantes do ciclismo, sobretudo pais e filhos, e o Algarve Granfondo Cofidis, que decorrerá na última etapa, em Lagoa, e terá dois percursos à disposição dos interessados, com 121 e 78,7 quilómetros.

Calendário e etapas

O calendário das etapas também já está definido. Na quarta-feira, dia 19 de fevereiro, a primeira etapa ligará Portimão a Lagos, num total de 195,6 quilómetros. No dia seguinte, a segunda disputa une Sagres à Foia (Monchique), numa prova com subidas desafiantes ao longo dos 183,9 quilómetros. O terceiro dia de Algarvia, marcado para 21 de fevereiro, percorre 201,9 quilómetros de estradas, entre Faro e Tavira, enquanto a quarta etapa partirá de Albufeira rumo ao Malhão, no dia 22 de fevereiro, sábado. O sprint final está marcado para domingo, 23 de fevereiro, com um contrarrelógio de 20,3 quilómetros, que inicia e finda em Lagoa.