Jovens algarvios brilham no Campeonato Nacional de Ciclocrosse

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Disputou-se em Sobrado, Valongo, no domingo, 8 de janeiro, o Campeonato Nacional de Cliclocrosse CRO 2017, uma organização da Federação Portuguesa de Ciclismo e da Associação de Ciclismo do Porto. A prova teve a particularidade de se disputar numa propriedade agrícola dedicada à vinha e à vinificação, a Quinta das Arcas, e todo o circuito com pouco menos de 4 quilómetros de extensão estava implantado por entre videiras e latadas.

A equipa algarvia de BTT «Terra de Loulé» marcou presença e conseguiu dois resultados muito positivos. A jovem Daniela Campos, de 14 anos de idade, sagrou-se campeã nacional de cadetes femininos, superiorizando-se em 12,6 segundos a Ana Santos, a nova vice-campeã. Daniela Campos concluiu a sua participação em 24 minutos e 5 segundos, a uma velocidade média de 18,45 km/h.

Não menos interessante foi a participação de Márcio Peralta, 16 anos, que se sagrou vice-campeão nacional de juniores, após ter discutido ao sprint o título com Carlos Salgueiro, habitual triunfador em provas de CRO. Márcio Peralta concluiu a sua participação em 41 minutos e 18 segundos, a uma velocidade média de 21,51 km/h, e a escassos 61 centésimos de Salgueiro. No mesmo escalão os irmãos Rafael e Rodolfo Serafin, também da equipa louletana, classificaram-se na 4ª e na 5ª posições. No escalão de sub-23 Filipe Francisco foi 3º e no de cadetes Diogo Neves foi também 3º.

Em declarações ao «barlavento» Márcio Peralta, Campeão Nacional XCO 2016 no escalão de cadetes, expressou a sua enorme satisfação com mais esta medalha. «Sentia-me bem, mas a verdade é que não estava a pensar num resultado tão bom. Eu parti um pouco atrás, mas depois da primeira volta estava já em terceiro. A prova foi muito discutida, sempre com ataques na frente, mas eu optei por manter um andamento mais defensivo e poupar forças. Na penúltima volta vi que no grupo da frente havia gente a fraquejar e comecei a acreditar. Forcei o andamento para dar tudo e acabei mesmo muito bem».

No escalão principal, de elites, o novo campeão nacional é Ricardo Marinheiro, que concluiu a sua participação em 58 minutos e 15 segundos, a uma velocidade média de 22,87 km/h.
Em Portugal, além do Campeonato Nacional disputa-se a Taça de Portugal, constituída por cinco provas que vão atribuindo pontos cumulativos. Estão já realizadas três provas e nos próximos dois fins de semana voltará a Taça, que vai terminar em Melgaço a 22 de janeiro. Não está, no entanto, prevista a participação dos algarvios, até porque a distância entre Loulé e o Alto Minho não é pequena.

O ciclocrosse é uma vertente do ciclismo que em Portugal tem vindo a crescer. Trata-se de uma vertente mista, entre o asfalto e o BTT, praticada com bicicletas semelhantes às de estrada, mas em pisos de terra e com pneus apropriados. É uma modalidade de inverno, onde a lama e a chuva são habituais nos percursos. Muitos dos principais atletas portugueses da vertente olímpica de BTT (XCO) têm vindo a aderir ao ciclocrosse (CRO) como modalidade complementar e de pré-época. As exigências técnicas de destreza e agilidade são apreciáveis e, por esse motivo, benéficas e do agrado dos ciclistas.