Salir revive D. Dinis com recriação histórica e mercado medieval

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Núcleo urbano da vila de Salir irá recriar e convidar a experienciar momentos importantes que marcaram a História de Portugal, no fim de semana de 19 a 21 de julho.

O Salir no Tempo propõe uma viagem no tempo e no espaço, com o reinado de D. Dinis a ser o destaque neste regresso ao passado.

O conceito desta iniciativa baseia-se na ideia de transformar todo este espaço do interior algarvio, projetando elementos vivos dessa época longínqua, onde a caracterização de atores e performers, bem como a decoração do recinto, ajudam a transportar-nos para o quotidiano de então e a «viver» alguns acontecimentos que ficaram na História de Portugal.

A recriação incide na vida no período posterior à conquista do Algarve por D. Afonso III, pai de D. Dinis, numa altura em que existia uma convivência entre religiões e muitos muçulmanos se converteram ao cristianismo e continuaram a viver no território português.

D. Dinis teve um papel preponderante, desde logo com a assinatura do Tratado de Alcanizes, que definiu a fronteira política mais antiga e estável da Europa, mas também pela afirmação do poder régio, pela consolidação e defesa da fronteira e povoamento, e pela dinamização da economia.

É à volta desta personagem tão importante, tal como a da Rainha Santa Isabel, sua esposa e figura muito amada pelos portugueses, que irão versar as várias iniciativas previstas: recriações, artes performativas, rábulas e estórias, animação itinerante, música e dança.

Neste âmbito, serão recriados momentos como o Tratado de Badajoz e Tratado de Alcanizes, a rota de Santiago e o agasalho aos peregrinos, havendo também um momento dedicado aos três credos e às três culturas, nomeadamente uma «ketuba» (cerimónia matrimonial sefardita).

Com o objetivo de ilustrar a História de forma viva, o recinto contará com áreas temáticas, nomeadamente a Praça dos Ofícios, a Rua dos Tendeiros, o Mercado dos Infantes e Petizes, o Torneio de Armas a Cavalo, entre outros.

Não faltará um mercado medieval ao ar livre, baseado em produtos e ofícios deste período histórico, que conta com dezenas de artesãos da região e de outras partes do país, até mesmo internacionais. O mercado divide-se em duas grandes áreas: artesanato muçulmano e artesanato de base local.

O município louletano considera que esta «é muito mais que uma feira medieval, procurando em diversos apontamentos, ser uma fiel recriadora do ambiente da época».

As portas abrem às 19 horas, na sexta-feira e no sábado, e às 18h00 no domingo. Os bilhetes têm um preço de 3 euros (1 dia) e 5 euros (3 dias). Há ainda a possibilidade de alugar um fato da época no local.