PCP solidário com luta dos trabalhadores da Cultura do Algarve

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Por intermédio de Carina Infante Carmo, membro da Comissão Concelhia de Faro, o Partido Comunista Português (PCP) manifestou a sua solidariedade na manifestação realizada junto ao Teatro Lethes.

O Partido Comunista Português (PCP) marcou presença na ação promovida pelos trabalhadores da cultura que teve lugar em Faro, Lisboa e Porto. Junto ao Teatro Lethes, numa iniciativa promovida pelo CENA/STE que reuniu dezenas de artistas, técnicos, produtores, empresários e agentes/estruturas da cultura ouviram-se as reivindicações deste sector que, no Algarve, abrange milhares de pessoas, muitas das quais ficaram sem qualquer rendimento.

Por intermédio de Carina Infante Carmo, membro da Comissão Concelhia de Faro, o Partido Comunista Português (PCP) manifestou a sua solidariedade: «o surto epidémico da COVID-19 pôs a nu a devastadora precariedade laboral e desproteção social que atinge fortemente os trabalhadores da cultura, do espetáculo e do audiovisual. De súbito, e sem fim à vista, milhares de artistas, criadores, técnicos viram canceladas as suas vidas e os seus meios de subsistência, sem que o Estado os apoie devidamente nesta circunstância».

«Este é um problema que o PCP tem acompanhado de perto, inclusive com iniciativa legislativa na Assembleia da República, prontamente chumbada pelo Partido Socialista e toda a direita. Assim, vimos aqui prestar solidariedade a esta manifestação organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos – Cena-STE que traz para a rua a denúncia e a luta destes profissionais, também atingidos aqui no Algarve, cuja atividade económica é marcada pela sazonalidade».

Carina Infante do Carmo.

«Defendemos um apoio social urgente aos trabalhadores desta área numa situação particularmente aguda de crise e uma política bem diferente que altere as relações de trabalho e aposte no investimento público, a começar pelo Orçamento do Estado. Daí a justíssima reivindicação de 1 por cento para a cultura».

«Para nós, PCP, a democracia só é plena se incluir a democracia cultural, nas dimensões de criação e fruição. Se estas atividades são intermitentes e efémeras por natureza, a verdade é que é no espetáculo, no audiovisual, nas artes, na cultura que radica o que de há mais perene e poderoso: a capacidade de alargar as possibilidades do humano, a imaginação que cria outras formas de pensarmos e organizarmos o mundo».