Mário de Carvalho ganha grande prémio literário APE/ CM Loulé

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Mário de Carvalho vence o prémio de Crónica e Dispersos Literários Associação Portuguesa de Escritores (APE)/ Câmara Municipal de Loulé.

Um júri constituído por Cândido Oliveira Martins, Carlos Albino Guerreiro e Paula Mendes Coelho decidiu, por unanimidade, atribuir o Grande Prémio de Literatura Crónica e Dispersos Literários Associação Portuguesa de Escritores/Câmara Municipal de Loulé ao livro «O que eu ouvi na barrica das maçãs», de Mário de Carvalho (Porto Editora).

Na ata pode ler-se que «o livro de Mário de Carvalho destaca-se do conjunto das obras apresentadas a concurso pela plena conjugação com a linha característica do género da crónica na tradição literária portuguesa. Outras obras a concurso são igualmente de grande mérito mas estão fora dos parâmetros regulamentares do prémio ou fora das características dos géneros em consideração».

O Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Loulé, destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português, publicada em livro e em primeira edição em Portugal, no ano de 2019.

Na presente edição, o valor monetário deste galardão para o autor distinguido é de 12 mil euros.

A cerimónia de entrega do prémio será anunciada oportunamente.

O Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, que nasceu de um protocolo celebrado pelas duas entidades em 2016, distinguiu já os autores José Tolentino Mendonça, Rui Cardoso Martins, Mário Cláudio e Pedro Mexia.
Mário de Carvalho nasceu em Lisboa, em 1944. Licenciou-se em Direito e viu o serviço militar interrompido pela prisão. Desde muito cedo ligado aos meios da resistência contra o Salazarismo, foi condenado a dois anos de cadeia, tendo de se exilar após cumprir a maior parte da pena.

Depois da Revolução dos Cravos de abril de 1974, em que se envolveu intensamente, exerceu advocacia em Lisboa.

O seu primeiro livro, «Contos da Sétima Esfera», causou surpresa pelo inesperado da abordagem ficcional e pela peculiar atmosfera, entre o maravilhoso e o fantástico.

Desde então, tem praticado diversos géneros literários – Romance, Novela, Conto, Ensaio e Teatro –, percorrendo várias épocas e ambientes, sempre em edições sucessivas. Utiliza uma multiforme mudança de registos, que tanto pode moldar uma narrativa histórica como um romance de atualidade; um tema dolente e sombrio como uma sátira viva e certeira; uma escrita cadenciada e medida como a pulsão duma prosa endiabrada e surpreendente.

Nas diversas modalidades de Romance, Conto e Teatro, foram atribuídos a Mário de Carvalho os prémios literários portugueses mais prestigiados (designadamente os Grandes Prémios de Romance, Conto e Teatro da APE, o prémio do Pen Clube e o prémio internacional Pégaso).

Os seus livros encontram-se traduzidos em várias línguas. Obras como «Os Alferes; «A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho»; «Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde»; «O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel»; «A Liberdade de Pátio» ou «Ronda das Mil Belas em Frol» são a comprovação dessa extrema versatilidade.(4)