ICIA serviu «O Café de Lenine» e revelou Plano de Atividades para 2019

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O Instituto de Cultura Ibero-Atlântica (ICIA) aprovou, em Assembleia Geral no dia 9 de março, sábado, o Relatório de Atividades e Contas de 2018 e o Plano de Atividades de 2019. Neste mesmo dia, o ICIA deu início ao seu programa cultural para 2019 com uma tertúlia literária, que teve como convidado Nuno Júdice, para apresentação do seu mais recente livro, «O Café de Lenine», na mercearia-taberna «Maria do Mar», em Portimão.

O programa de atividades para este ano dá continuidade ao «Travessias», um projeto que visa o estudo da história ibero-americana e a sua divulgação em seminários e encontros científicos, bem como através de publicações. Outro projeto que viu a sua continuidade aprovada foi «O Algarve na Ilustração Portuguesa», que visa produzir um inventário de autores, textos e iconografia referentes ao Algarve e a sua divulgação através de publicação digital.

O destaque nas atividades, no ano em que Portimão é Cidade Europeia do Desporto, vai para o jantar comemorativo do 159º aniversário de Manuel Teixeira Gomes, que o ICIA vai realizar a 27 de maio. Carlos Osório, professor e fotógrafo, revela que este será «imaginado como um jantar literário-desportivo em que não faltarão performances e uma surpreendente publicação de época, inspirado em episódios da vida e obra de Teixeira Gomes e em jornais desportivos dos anos 20 do século passado».

Mas há outras «importantes atividades» a promover em 2019. Por exemplo, a realização de dois recitais de poesia para assinalar os «centenários de nascimento» de Sophia de Mello Breyner Andersen e de Jorge de Sena – no caso deste último, também será feita a leitura, na Comunidade de Leitores do ICIA, do seu romance «Sinais de Fogo».

O dia era também de tertúlia, e Nuno Júdice apresentou, neste registo, «O Café de Lenine», o seu mais recente livro. A taberna apresentou-se cheia para ouvir o poeta, ficcionista e ensaísta, e também presidente da Mesa da Assembleia do ICIA, falar sobre uma novela que João Ventura, a quem coube a tarefa de guiar a conversa a várias vozes, disse ser «um misto de reflexão metaliterária, memórias e surrealismo ficcional convocando figuras históricas e personagens de ficção, num registo simultaneamente culto e irónico».

Este registo caracterizou também a «inaudita» tertúlia, que juntou à mesa associados e amigos do ICIA, entre os quais o poeta Luís Filipe Castro Mendes, que até há bem pouco tempo foi Ministro da Cultura, e o poeta popular Nautílio Martins, que declamou quadras alusivas à novela e à tertúlia. «Presentes» estiveram também algumas figuras e personagens saídas das páginas da nova novela de Nuno Júdice, como Guerra Junqueiro, Lenine, Emma Bovary e o papagaio de Flaubert.