Frederico Mendes Paula apresenta novo livro em Lisboa

  • Print Icon

O escritor Frederico Mendes Paula apresenta amanhã, sexta-feira, 6 de dezembro, o seu mais recente trabalho «Histórias de Portugal em Marrocos», na Biblioteca da Casa do Alentejo em Lisboa, às 18h30.

Este livro, ilustrado com documentação da época e baseado numa bibliografia que procura nas crónicas e trabalhos de investigação o suporte para o seu conteúdo, oferece-nos «uma narrativa rigorosa e envolvente de uma história emocionante, para muita gente desconhecida».

Uma edição «extremamente útil para os interessados na relação de Portugal com Marrocos, um livro que apetece ler sem intervalo desde o início até final e que nos convida à visita das cidades e dos lugares nele referidos», explica a editora responsável pela publicação, a Argumentum.

O livro já foi alvo de uma apresentação em Rabat, capital de Marrocos, que contou com a presença do autor, do editor da Argumentum, arquiteto Filipe Jorge, e da embaixadora portuguesa em Marrocos, Maria Rita Ferro.

A história da presença portuguesa em Marrocos acontece num período de grandes transformações sociais, com a emergência de uma burguesia comercial que impulsiona os Descobrimentos, e a expulsão de milhares de Portugueses, Muçulmanos e Judeus que exportam consigo uma guerra civil imposta pelos cristãos.

Essa história está cheia de episódios de guerras entre portugueses lutando em campos opostos, entre mouriscos expulsos, cativos convertidos ou renegados voluntariamente assumidos.

São inúmeros os exemplos de portugueses que se tornam mouros, em circunstâncias diversas, encontrando em Marrocos uma alternativa viável para continuarem as suas vidas.

Frederico Mendes Paula nasceu em Lisboa em 1956. É licenciado em Arquitetura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1981) e pós-graduado no International Course on Housing, Planning and Building pelo Bouwcentrum International Education de Roterdão (1982).

Frequentou o curso de Oficina Gráfica do AR.CO, Centro de Arte e Comunicação Visual (1976) e o curso de Árabe Clássico e Cultura Muçulmana da Universidade Nova de Lisboa (1978-1980).

Integrou a Câmara Municipal de Lagos em 1998, com actividade no planeamento estratégico, gestão do centro histórico, recuperação de património e prevenção do risco sísmico.

Foi representante da Câmara Municipal lacobrigense na direcção do Fórum Ibérico de Cidades Amuralhadas (2006-2012), do European Walled Towns (2006-2012) e da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico (1999-2017).

Foi consultor da Comissão de Coordenação da Região do Algarve para a elaboração dos Planos Estratégicos das Freguesias de Budens e Bordeira (2001).

Venceu duas edições do Prémio Gulbenkian para a Valorização do Património, com o projecto de recuperação do Armazém do Espingardeiro (1997) e com a metodologia de intervenção na Igreja de Nossa Senhora do Carmo (2003), ambos em Lagos, e foi também distinguido com o Prémio Memória e Identidade, da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico (2014) e com o Brasão da Commune de Ksar El Kebir (2018).

Atualmente, é secretário-geral da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico, presidente do júri do Prémio Nacional de Arquitectura Alexandre Herculano e membro do Conselho de Curadores dos Centros Históricos Portugueses.

É ainda membro da Ordem dos Arquitetos, da Fundación Al-Idrisi Hispano Marroquí e da direção do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, bem como responsável pela gestão das parcerias e geminações da Câmara Municipal de Lagos com municípios marroquinos, no âmbito das quais desenvolve atualmente o projecto do Centro de Interpretação da Batalha de Alcácer Quibir, a instalar na cidade Ksar El Kebir.

É autor e co-autor de 25 publicações e artigos sobre temas relacionados com a sua actividade profissional e com as relações históricas entre Portugal e Marrocos, com destaque para o livro «Portugal em Marrocos – Olhar sobre um Património Comum», publicado também em língua francesa (Argumentum, 2016). É ainda autor do blogue «Histórias de Portugal em Marrocos».