Faro mostra «Realidade Aumentada» do artista louletano Miguel Cheta

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Após o período de recolhimento imposto pela pandemia que ainda nos aflige, o ciclo «Preces para afugentar tempestades, insectos malignos, etc», regressa ao Museu Municipal de Faro com a exposição «Realidade Aumentada» de Miguel Cheta.

Embora o termo «realidade aumentada» se tenha popularizado como designação de um novo avanço tecnológico, o qual integra em tempo real, dados informáticos à nossa percepção do mundo, não é a tecnologia o que verdadeiramente interessa a Miguel Cheta.

É antes, um certo sentido da alienação, traço característico da sociedade humana em geral, agora exacerbada pelo desenvolvimento tecnológico, seja por défice ou deformação da informação, por incapacidade de análise crítica, entre outros fatores.

De facto, Miguel Cheta, nesta mostra multimédia (integrando imagem projectada, fotografia, desenho e objecto), vem sublinhar a fragilidade da nossa sociedade face aos novos desafios: a obsolescência do homem-máquina típico da era industrial (o que reproduz); e o advento do homem-tecnológico global (dotado de competência técnica e culturalmente apto ao exercício de análise crítica, adaptável e inovador).

Miguel Cheta, enquanto ser social e político, «acredita que a arte tem um papel fundamental na educação e integração social».

A sua obra reflecte a «relação de proximidade com o território que ama e habita, este lugar periférico, paradigmático, conhecido por Algarve».

Miguel Cheta (Loulé em 1970), é licenciado em Artes Visuais pela Universidade do Algarve, frequentou o MobileHome – escola nómada e experimental de arte contemporânea, dirigida por Nuno Faria em Loulé (2009/2012).

Tem participado em projetos educativos que cruzam o Património ou/e a Educação com o processo artístico, tais como Lugares Mágicos da Direção Regional da Cultura do Algarve, 10X10 da Fundação Calouste Gulbenkian e Arte Vezes Educação da Câmara Municipal de Loulé. Expõe regularmente desde 2001.

A exposição «Realidade Aumentada» de Miguel Cheta estará patente de 12 de junho até 12 de julho no Museu Municipal de Faro. Poderá ser visitada de terça a sexta-feira das 10h00 às 18h00, sábados e domingos das 10h30 às 17h00.

O ciclo de arte contemporânea «Preces para afugentar tempestades, insectos malignos, etc», organizado pela Artadentro em parceria com Museu Municipal de Faro, decorre até 5 de julho.

São cinco mostras que trazem a Faro pintura, desenho, escultura, fotografia 3D, cinema e outras surpresas, com parcerias do Cineclube de Faro e da Appleton, financiado pelo município de Faro.