Casimiro de Brito lança «Breve Dicionário Pessoal» em Loulé

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A Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, irá dinamizar mais uma sessão de «Livros Abertos» amanhã, quarta-feira, 19 de junho, às 18 horas.

Desta vez, a sessão contará com a presença do escritor Casimiro de Brito, e terá o intuito de divulgar e dar a conhecer o livro «Alfa e Ómega – Breve Dicionário Pessoal».

O autor explica que «este Dicionário, tão breve quanto possível, é uma Definição (Visão, Percepção, Interpretação) de palavras fundamentais da nossa vida».

Prossegue, acrescentando que «não me consta que alguém alguma vez (analisei dezenas de dicionários em dezenas de línguas) tivesse feito alguma coisa semelhante. Alfa – o começo, que não existe – e Ómega – o fim, que é sempre um princípio – e, neste percurso, aqui de palavras feito, cabe tudo. Mas desse tudo só ofereço um pequeno pouco».

O objetivo do autor, perante o leitor, é que esses «pequenos poucos possam ser continuados pelos meus leitores – que também terão, sob outras formas, os seus dicionários pessoais. Porque, por exemplo, Amor e Morte, Música e Silêncio, Dor e Prazer não serão para ti, leitor, o mesmo que para mim. Mas quem sabe?».

Nascido em Loulé, no ano de 1938, Casimiro Cavaco Correia de Brito é poeta e prosador, romancista, contista e ensaísta.

Estudou Comércio em Faro e frequentou em Londres o Westfield College, a convite da BBC. Antes de regressar a Portugal, viveu em Düsseldorf, na Alemanha. Já em Lisboa, trabalhou como diretor numa instituição bancária.

O seu primeiro livro surgiu em 1957 («Poemas da Solidão Imperfeita») e, desde então, publicou 38 títulos.

Dirigiu várias revistas literárias: foi um dos fundadores e diretores da revista «Cadernos do Meio-Dia», colaborador da coleção «Encontro», da revista literária «Loreto 13» e de vários jornais do Algarve. Esteve ligado ao movimento Poesia 61.

O seu reconhecido mérito fez com que tivesse sido escolhido para participar no VI Congresso Mundial de Poesia, em 1982, nas Ilhas Canárias.

O poeta faz uma constante ligação do Algarve à sua obra. A poesia de Casimiro de Brito, no seu essencial, revela uma exaltação erótica onde há uma fusão entre o corpo e o poema.