Calceteiros de Letras voltam à carga com spoken word em Faro

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Adolfo Luxúria Canibal é o cabeça de cartaz do terceiro Festival Spoken Word do Algarve que se realiza de 15 a 17 de novembro, em Faro.

O Ginásio Clube de Faro (Calceteiros de Letras) organiza o terceiro Festival Spoken Word do Algarve, uma forma de arte literária ou performance artística em que as letras de músicas, poemas ou histórias são faladas ao invés de cantadas. Pode acontecer em vários contextos, literatura, artes plásticas ou música, mas sempre com foco na oralidade.

A organização e produção deste evento é da responsabilidade do grupo de poesia do Ginásio Clube de Faro «Calceteiros de Letras» que quatro anos após o seu nascimento decidiu dar continuidade ao sucesso das edições anteriores do festival.

A programação conta com a presença de projetos inovadores de âmbito nacional e regional, que irão surpreender os amantes da poesia e da palavra.

Assim, a abrir o Festival, na sexta-feira, dia 15 de novembro, estará Rogério Cão com o projeto «A Gaveta da Pedra» acompanhado por Tercio Nanook na Guitarra. Em seguida, acontece uma Poetry Slam Night com Nuno Piteira e Luís Perdigão.

Poetry Slam é uma prática em torno da palavra, que tem na sua base várias regras que envolvem a performance e poesia original dos seus participantes, um tempo limitado a três minutos para as suas apresentações, um público como júri que pontua cada apresentação de 0 a 10, a ausência de música e acessórios e a atribuição de prémios simbólicos no final.

Não existem estilos ou temas adequados, existem várias linguagens possíveis, que variam com a diversidade dos participantes que fazem parte deste movimento.

No sábado, dia 16, atuam o coletivos «Poesia 21» e «Estilhaços». «Poesia 21» é uma seleção de 21 poetas portugueses e brasileiros contemporâneos para o século XXI da autoria do grupo de promoção e mediação interdisciplinares de leitura

«Experiment’arte» fundado há 12 anos por Paulo Pires e Sónia Pereira, juntando-se recentemente o pianista Carlos Boita.

Já «Estilhaços» nasceu como espetáculo de spoken word em que Adolfo Luxúria Canibal, carismático vocalista da banda de rock alternativo de Braga, lia textos e poemas do seu livro homónimo, acompanhado ao piano e outros teclados por António Rafael.

O formato deu origem à gravação do primeiro disco do projeto, homónimo, editado em 2006. Posteriormente, mantendo as mesmas características, passou a contar com a participação de Henrique Fernandes no contrabaixo.

Os interessados poderão ainda, no sábado à tarde, participar num workshop de Poetry Slam, dinamizado por Nuno Piteira e Luís Perdigão.

O Festival encerra no domingo, dia 17, com os anfitriões Calceteiros de Letras e a presença de poetas convidados, músicos, dançarinos, modelos e mais surpresas.

Este final de tarde culminará com a entrega de uma distinção, que pela segunda será entregue a uma entidade que ao longo dos anos tenha contribuído para a difusão de palavra e da poesia de forma criativa e original.

O prémio vai ser criado e elaborada pelo artista João Frank, que é ainda o autor de videomapping que vai ser exibido na abertura de cada uma das sessões do festival.

Os bilhetes custam 6 euros (sexta-feira), 10 euros (sábado) e 5 euros (domingo). Também há um bilhete válido para os três dias (15 euros).

Para mais informações e reservas, a organização pode ser contactada via email ([email protected]) ou telefone (936 450 564).