Primeiro-ministro António Costa advertiu ontem, quarta-feira, 27 de janeiro, que os «momentos de tensão» causados pela pandemia vão durar «mais algumas semanas» e assumiu que não teria aligeirado medidas no Natal se já se conhecesse o impacto da variante inglesa.
«Vamos ter esta tensão ainda por mais umas semanas seguramente», declarou António Costa no programa «Circulatura do Quadrado», na TVI 24, moderado pelo jornalista Carlos Andrade, com a participação habitual da líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, do antigo dirigente do PSD, Pacheco Pereira e do membro do Conselho de Estado, António Lobo Xavier.
Sobre a evolução da situação epidemiológica em Portugal, o líder do executivo referiu que se deverá atingir «um momento em que o número de novos casos por dia vai deixar de subir, perdendo força a variação diária».
«Mas só depois disso começaremos a baixar o número de pessoas que carecem de internamento. E só depois disso começaremos a baixar o número de óbitos por dia. Portanto, não vale a pena alimentarmos a ilusão de que não estamos a enfrentar o pior momento. Vamos continuar a enfrentar o pior momento ainda durante as próximas semanas», avisou o primeiro-ministro.
No programa, o antigo dirigente do PSD, José Pacheco Pereira, criticou o caráter errático das medidas adotadas pelo Governo no combate à pandemia COVID-19 e António Costa foi mesmo questionado sobre o que teria feito diferente se soubesse aquilo que sabe hoje sobre a doença.
«Olhando agora, se tivéssemos tido conhecimento atempado da existência da variante inglesa, seguramente, o quadro das medidas que foram definidas para o Natal teria sido diferente. Seguramente, as restrições que entraram em vigor no princípio de janeiro teriam entrado em vigor, provavelmente, logo no dia 26 de dezembro», assumiu.