O governo de António Costa afastou na passada quarta-feira, 30 de dezembro, a direção nacional, os delegados e subdelegados regionais do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), não sendo o Algarve uma exceção. Carlos Baía, responsável do IEFP na região, cessou funções nesta instituição, após uma reunião com a tutela em Lisboa. Numa nota assinada pelo agora ex-delegado regional, a que o «barlavento» teve acesso, Carlos Baía sublinhou os «quatro anos de trabalho intenso, num período crítico para o país». Ainda assim, «fruto do esforço de toda a equipa e das parcerias com um conjunto de empresários e entidades empregadoras e formadoras», o Algarve deixou de ser «a região do país com maior nível de desemprego, para assumir uma posição mais confortável, embora a continuar a necessitar de acompanhamento e intervenção», resumiu. Carlos Baía ocupou o cargo no último ano, após ter sido o escolhido através de concurso público, depois de nos três primeiros anos ter sido delegado por nomeação. O afastamento foi anunciado pelo secretário de estado do Emprego. O ministro do Trabalho Vieira da Silva já veio a público justificar a decisão com a orientação do atual executivo do Partido Socialista, assente na promoção do emprego e no combate à precariedade.