Nesta sessão, e brincando com a imaginação, pretende-se que cada participante contorne as dificuldades da criação, deixando-se levar pela intuição por forma a que, a partir daí, seja estruturado um mundo fictício e mágico do faz-de-conta. O seu trabalho não se irá resumir às artes plásticas, uma vez que o mesmo passará a ser, também, um contador de histórias. Relembre-se que todos os sábados, a Biblioteca Municipal de Silves oferece ao público infanto-juvenil e suas famílias sessões de promoção da leitura, apresentadas num formato de hora do conto seguida de um ateliê artístico na área da pintura ou escultura, que enriquece os sentidos implícitos e mais significativos da obra em questão. Estas sessões lúdicas, além de favorecerem, por vezes, um primeiro contacto com o objeto livro (no caso dos bebés), aumentam o léxico, provocam a superação de medos infantis e a alegria, desenvolvem a imaginação e a criatividade e tornam, a longo prazo, a escrita mais precisa, fluída e elegante, sendo ainda momentos preciosos na aproximação entre pais e filhos que experimentam momentos de qualidade afetiva. A atividade é de entrada livre, mas requer inscrição prévia, podendo os interessados fazê-lo através do telefone 282 442 112 ou do email [email protected]. A próxima sessão do “Aqui há Sábado”, trará Sandro William Junqueira, a dia 30 de maio, para mais um workshop de Expressão Dramática. Sobre a sessão “À roda das estórias e esculturas” Brincando com a imaginação, o artista vai contornando as dificuldades da criação, deixando-se levar pela intuição e, a partir daí, vai estruturando um mundo fictício e mágico do faz-de-conta. O seu trabalho não se resume às artes plásticas, é também um contador de histórias. Não quer dizer nada ou provar qualquer teoria. Sem qualquer pretensão, deseja apenas, de forma irreverente e divertida, despertar a curiosidade e o questionamento nas pessoas diante do seu mundo lúdico. Há uma certa poesia, uma delicadeza, misturados com robustez e sensibilidade em sua obra. O artista quer voar a liberdade dos sonhos seguindo a sua própria intuição e buscando não se prender à representação de uma realidade tangível, mas sim, à uma força misteriosa que o estimula e desperta para uma dimensão surreal. E a literatura tem aí o seu papel fundamental de transpô-lo do mundo das artes para o mundo das estórias contadas. Dê-lhe uma folha de papel e ele a transformará não somente num pássaro, como também lhe dará vida, através da construção de uma estória a partir dela. Sobre o mediador de leitura Aldamir Filho Aldamir Filho nasceu em Brasília em 1962. Iniciou-se nas artes através de um curso de Gravura em metais com a técnica de ”Água-forte” no Espaço Cultural Renato Russo em Brasília. Contudo, foi na escultura que encontrou o prazer de trabalhar nas artes plásticas. Vive em Portugal há mais de dez anos. Desejoso de trabalhar na criação a três dimensões, procurou aproveitar materiais reciclados diversos como o ferro, a madeira, a pedra, o alumínio e tantos outros. Também tem promovido alguns workshops procurando associar as artes plásticas à literatura através de apresentações conjuntas de esculturas e histórias criadas pelo próprio artista.