O Benfica isolou-se hoje provisoriamente na liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao alcançar a 18.ª vitória na competição, com uma goleada por 4-0 na receção ao Portimonense, em jogo da 23.ª jornada.
Três golos em quatro minutos diabólicos já na segunda parte resolveram hoje o encontro a favor do Benfica, que triunfou por 4-0 na recepção ao Portimonense, da 23.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.
Rafa, aos 55, Neres, aos 57, e Di María, aos 59, praticamente sentenciaram a partida, antes de o extremo internacional português bisar, aos 75, e fixar o resultado numa partida de sentido único e com domínio total, mas na qual estava a custar inaugurar o marcador.
O triunfo deixa o Benfica provisoriamente na liderança isolada, com 58 pontos, ficando à espera do Sporting, segundo, com 55, mas com menos dois encontros disputados, ao passo que o Portimonense segue no 15.º posto, com 22, a três dos lugares de descida.
A partida foi marcada por diversas homenagens, com minuto de silêncio antes do jogo em memória de Artur Jorge e Rui Rodrigues, muitos aplausos aos quatro e 87 minutos a António Silva e João Neves, e a volta olímpica do nadador Diogo Ribeiro ao intervalo.
Os dois treinadores promoveram duas alterações cada nas suas equipas, com Aursnes e Kökçü a renderem Morato e Tengstedt no Benfica, enquanto o Portimonense mexeu nas suas alas, com Guga e Gonçalo Costa nos lugares de Igor Formiga e Lucas Ventura.
Roger Schmidt decidiu voltar a apostar num ataque móvel e sem referência ofensiva, o que, às vezes, se notou em cruzamentos para um espaço vazio no interior da área, mas não foi por isso que o Benfica deixou de ter ocasiões flagrantes para abrir o marcador.
Kökçü, aos nove minutos, foi o autor da melhor oportunidade das águias na primeira parte, quando, na cara do golo, viu o guarda-redes Nakamura a defender por milagre. Otamendi (31) e Di María (45) também obrigaram o japonês a duas intervenções atentas.
Rafa, aos 30 e 36, também tentou a sorte, perante um Portimonense sólido na defesa, mas com muitas dificuldades na construção e na saída a jogar, o que resultou num jogo de sentido único que perdurou para a segunda parte, diferenciada na eficácia lisboeta.
Bastaram quatro minutos à Benfica para fazer três golos de uma assentada e resolver o duelo, por intermédio do tridente atacante Rafa, Neres e Di María, aos 55, 57 e 59, respetivamente, numa fase em que aproveitaram a subida da linha defensiva algarvia.
Primeiro o português, a concluir um lance de insistência ao surgir livre pela direita e a atirar de trivela para o fundo das redes, o que obrigou o Portimonense a arriscar, mas Kökçü desmarcou Neres, que galgou metros, driblou Nakamura e finalizou com classe.
A avalanche ofensiva do clube da Luz ainda não tinha terminado, pois Di María não quis ficar para trás: ainda os adeptos não estavam refeitos dos dois primeiros golos e já estavam a festejar de novo, ao ver o argentino a desviar o grande cruzamento de Rafa.
Com o triunfo mais do que controlado, o Benfica continuou a dominar o encontro, mas a um ritmo mais tranquilo, o suficiente para o quarto tento e o bis de Rafa, aos 75, a encostar um lance conduzido pelo suplente Tiago Gouveia e nova assistência de Kökçü.
Os campeões nacionais têm mais três pontos do que o Sporting (55), segundo colocado, que tem menos dois jogos realizados, um dos quais agendado para hoje, com o Rio Ave, enquanto o Portimonense somou o quarto encontro seguido sem vencer na I Liga e é 15.º colocado, com 22 pontos.