Olhão vai ter incubadora de empresas de base tecnológica

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Da parte da instituição de ensino superior, está dada a luz verde para a criação de uma associação que irá avançar com o projecto, num processo que vai ser liderado pela autarquia olhanense.

Como revelou ao «barlavento» o reitor da UAlg João Guerreiro, que na semana passada viu aprovada pelo Conselho Geral da instituição a sua proposta de criação de uma parceria com a Câmara de Olhão, esta incubadora vai permitir à região captar fundos do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), destinado a empresas de base tecnológica.

«Este é um tema que vimos trabalhando em conjunto com a Câmara de Olhão há alguns meses. O que foi aprovado pelo Conselho Geral foi a possibilidade de criar uma associação que, de início, terá dois sócios, a autarquia e a universidade. Mais tarde, nada impede que possam surgir novos sócios», precisou o reitor da UAlg.

João Guerreiro adiantou que esta será uma das três estruturas do mesmo género idealizadas no âmbito da rede de cidades Algarve Central, que junta os municípios de Loulé, São Brás de Alportel, Faro, Olhão e Tavira, bem como a Universidade.

As outras duas localizar-se-ão em Loulé e no Parque das Cidades. «Estas estruturas deverão ter uma gestão comum, ao que tudo indica», revelou.

No que a Olhão diz respeito, que parece ser a parceria mais avançada, a bola está do lado da Câmara, que deverá conduzir o processo a partir daqui.

«A iniciativa partiu da autarquia olhanense, que desenvolveu a ideia e o projecto», ainda que com o apoio da UAlg, revelou João Guerreiro.

O projecto arquitectónico já existe e foi «acompanhado pela UAlg» e, tendo em conta declarações do presidente da Câmara de Olhão Francisco Leal, por ocasião da inauguração do Auditório Municipal da cidade, está reservado um terreno junto desta estrutura para a construção de uma incubadora de empresas.

Ao lado, será também construído o laboratório para o Centro de Ecohidrologia Costeira da Unesco, projecto no qual a UAlg também está profundamente envolvida.

Quanto a uma calendarização, João Guerreiro diz que esse é um assunto que diz respeito à Câmara de Olhão, embora refira que pode ser «prematuro» avançar com datas para a abertura da incubadora de empresas.

Já o pólo tecnológico previsto para o Parque das Cidades, projecto que é acarinhado por João Guerreiro há muito, mesmo antes de assumir a reitoria da UAlg, continua à espera de verba para avançar.

«O projecto arquitectónico está encerrado. Agora, tudo depende de compromissos financeiros entre as quatro entidades envolvidas, as Câmaras de Loulé e Faro, a Universidade e a Associação Nacional de Jovens Empresários», revelou o reitor da UAlg.

Quanto ao interesse das partes envolvidas em avançar «é inquestionável», garantiu.