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A Associação A ROCHA elaborou uma participação na consulta pública sobre o Estudo de Impacte Ambiental para o empreendimento de Turismo em Espaço Rural da Quinta da Rocha, na Ria de Alvor, concelho de Portimão.

A participação foi submetida há poucas horas no portal participa.pt, segundo informa Marcial Felgueiras, diretor executivo daquela ONG, hoje, quinta-feira, dia 17 de outubro.

Entende a associação ambiental que «finalmente, a Quinta da Rocha é objeto de um projeto que, como conceito (Turismo em Espaço Rural), classificamos como globalmente positivo e que consideramos ser compaginável com os valores do património natural e construído que possui no seu interior e no sítio Natura 2000 em que está inserido».

No entanto, «os promotores insistem na repetição de alguns vícios da anterior administração que consiste em introduzir elementos técnicos falsos, ignorando as cartografias oficiais da Rede Natura 2000 e optando por apresentar os seus próprios mapeamentos em que se constata, nomeadamente, a eliminação de um habitat de conservação prioritária (entre outras alterações)».

«Com o histórico destes promotores é apenas lógico antecipar que estas cartografias pretendam funcionar como Cavalos de Tróia na expectativa de que com a aprovação do projeto, sejam também aprovadas e oficializadas convenientes alterações às cartografias oficiais».

Ainda de acordo com a participação apresentada pela Associação A ROCHA, «outro elemento falso (e particularmente importante) neste projeto é a alegação de que a Quinta da Rocha integra apenas parcialmente a área da Retaguarda da Zona Terrestre de proteção (o que, a ser verdade, permitiria futuramente avançar com novas construções). Ora, como qualquer cidadão pode verificar, a realidade é que 99,9 por cento da propriedade está inserida na Zona Terrestre de Proteção, onde não são permitidas novas construções».

«É nossa esperança que as autoridades competentes não deixem passar estes Cavalos de Tróia e exijam que estes elementos sejam corrigidos, para que mentiras repetidas muitas vezes não se transformem em verdades. Até porque estas correções são fáceis, não implicam quaisquer custos para a promotora, permitem a implementação deste projeto e traduzem-se em ganhos evidentes para a conservação dos valores naturais em presença e para um turismo claramente diferenciador e sustentável», conclui a ROCHA.

A participação pode ser lida na íntegra aqui.